Rei do Mate aposta em novos formatos de lojas

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A rede de casas de chá Rei do Mate aposta na expansão de unidades fora dos shopping centers e em novo modelos de lojas. Um dos principais focos tem sido a abertura de unidades dentro de hospitais. A marca também acaba de abrir um quiosque no Clube de Regatas Flamengo e vai inaugurar um espaço dentro da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Só no primeiro semestre, a Rei do Mate abriu 12 novas lojas pelo País.

“A gente tem intensificado a abertura de lojas fora de pontos tradicionais e procurado pontos alternativos de crescimento. A gente não tirou o foco do shopping, mas estamos trazendo novos ares”, afirma o CEO da empresa, Antonio Carlos Nasraui, em entrevista à Mercado&Consumo.

Nasraui destaca que a rede trabalha com um ticket baixo, de R$ 20 em média. Por isso, é fundamental estar onde existe grande fluxo ou concentração de pessoas. “No caso de hospitais, o que vem acontecendo em todo o Brasil é uma profissionalização. Antes, aquele café era um ‘mal necessário’ para o paciente ou acompanhante. Hoje, é um serviço oferecido para o cliente e uma forma de o hospital prestar um serviço melhor também para os funcionários, trazendo conforto e uma área de convivência.”

A Rei do Mate também tem unidades em aeroportos, terminais rodoviários, estações do metrô, postos de gasolina e hipermercados, além de operar o modelo store in store (loja dentro de loja). A expansão tem sido forte também dentro de empresas.

“No caso da Alerj, é como se fosse uma loja dentro de uma empresa. A gente tem uma concentração de pessoas que fica lá dentro. Estamos abrindo lojas dentro de clubes, dentro de escritórios fechados. Isso foi intensificado na pandemia, até porque os shoppings sofreram demais e continuam sofrendo. Nesse momento em que os shoppings também estão procurando seu caminho para poder se redesenhar, a gente tem procurado pontos alternativos e tem dado muito certo”, conta Nasraui.

Quiosque, contêiner e megaloja

A Rei do Mate tem diversificado, ainda, os formatos de lojas. Recentemente, inaugurou uma unidade em Bauru, no interior de São Paulo, com cerca de 300 m², a maior da rede. Mas espaços menores, como os quiosques, além de modelos novos, como contêineres e food trucks, estão no portfólio oferecido aos franqueados.

“A gente precisa se adaptar ao espaço que a gente tem e conseguir viabilizar a entrada em bons pontos, seja com lojas menores, que a gente precisa adaptar e fazer uma coisa mais enxuta, seja com as maiores, com mesas e área de convivência”, diz o CEO. Hoje, o investimento inicial em um quiosque é de R$ 290 mil; em uma loja, de R$ 380 mil.

Nasraui conta que, pouco antes do começo da pandemia de covid-19, no fim de 2019, a empresa tinha feito uma parceria com um aplicativo de delivery para começar a experimentar a entrega na casa dos clientes. A pandemia acabou, claro, agilizando o processo, e hoje quase metade das lojas oferece essa possibilidade. Mas a aposta na modalidade não está entre os principais focos.

“A gente trabalha com snack, que é um produto que ‘viaja’ menos. Alguns produtos nós não conseguimos entregar. O café expresso não chega com a qualidade devida, o mate batido na hora não chega na casa do cliente da maneira como ele toma na loja. Então, a gente quer que o delivery seja um ‘plus’ e não substitua o faturamento da loja. Nós precisamos voltar a vender o que vendíamos antes e passar a vender 10% ou 20% mais do o delivery, porque as plataformas de delivery também têm um custo muito alto e ele é caro por causa das embalagens. Ele diminui muito as margens das lojas”, admite.

Neste ano, a empresa se associou a outros oito grandes operadores de foodservice no Brasil – Arcos Dourados, BFFC, Bloomin Brands, Cia. Tradicional do Comércio, Domino’s, Giraffas, Grupo Trigo e Halipar – para desenvolver a Quiq, uma plataforma que simplifica e organiza os pedidos online criada para concorrer com grandes aplicativos de delivery.

Fonte Mercado & Consumo
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