PicPay avança para supermercados no interior e nas periferias

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A fintech PicPay está mirando os supermercados do interior e das periferias das grandes cidades. A empresa que se consolidou com umas principais carteiras digitais do país fechou acordo com três associações de supermercados para oferecer sua plataforma de pagamentos.

A Associação Paulista de Supermercados (APAS), a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) e a Associação Mineira de Supermercados (Amis) fecharam um acordo com a empresa que passa a oferecer aos associados das entidades a possibilidade de vendas utilizando apenas o celular, por meio de leitura de QR Code na tela.

Juntas, as três associações representam cerca de 13 000 supermercados em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Parte deles – sobretudo as lojas de grandes redes – já oferece a solução. “A ideia é que agora pequenas redes também tenham acesso ao PicPay”, disse Elvis Tinti, Diretor Comercial da empresa à EXAME.

Só no estado de São Paulo que tem cerca de 4.000 supermercados, a empresa deverá acessar cerca de 2.700 supermercados que ainda não usam a plataforma por meio da parceria com a Apas.

“O pagamento sem a necessidade do contato se popularizou muito na pandemia, já que os clientes não precisam encostar nos teclados das maquininhas”, disse Ronaldo dos Santos, presidente da APAS.

Hoje, a plataforma da empresa é acessada por cerca de 35% do varejo supermercadista no Brasil e a expectativa do PicPay é fechar o ano com 65%. O foco dessa expansão será os pequenos supermercados do interior e das periferias das grandes cidades.

Fundada pelo empreendedor Diogo Roberte em Vitória, no Espírito Santo, a fintech é controlada pelo Banco Original, do mesmo grupo controlador do frigorífico JBS.

Hoje, cerca de 28 milhões de pessoas utilizam a carteira digital da empresa. Com a pandemia, os negócios se aceleram: apenas na operação dedicada ao varejo o crescimento foi de três vezes.

No acordo com as associações dos supermercadistas, a fintech permitirá o parcelamento de compras dos clientes e irá antecipar o pagamento para os varejistas.

Outra vantagem oferecida através do acordo é que os clientes que optarem pagar suas compras com o aplicativo receberão uma porcentagem das compras em programas de cashback. Além disso, ofertas desenhadas para cada perfil de consumidor passam a ser possíveis através do uso aplicativo.

“Esse pequeno empreendedor tem pouca ou quase nenhuma informação sobre os hábitos de consumo de seus clientes. Com a nossa tecnologia, ele terá acesso a dados para direcionar promoções, por exemplo”, diz Tinti.

O acordo também é fundamental para a fintech se fortalecer em um momento de implantação do PIX, plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central, que passa a operar no começo de outubro.

Fonte Exame.com
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