Ministério do Trabalho discute terceirização de promotores no varejo

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A discussão sobre a legalização da atividade dos promotores de venda e demonstradores que tramita no Ministério do Trabalho, entre centrais sindicais, trabalhadores e o próprio Ministério, em Brasília, coloca em risco cerca de 300 mil postos de trabalho no Brasil e as ações de marketing e trade marketing nos pontos de venda. A conclusão de é um estudo encomendado pelo Comitê de Trade Marketing da AMPRO – Associação de Marketing Promocional, que acaba de ser concluído pela Felisoni Consultores Associados.

De acordo com o levantamento, caso a decisão da mesa de negociações, prevista para meados de julho, seja contra a terceirização das atividades de promotores e demonstradores, aproximadamente 300 mil trabalhadores serão automaticamente desligados de suas funções, o que pode gerar desemprego, queda de arrecadação fiscal (municipal e federal), queda da remuneração média dos profissionais e afetar diretamente campanhas das marcas.

“Esses promotores – que, na sua maioria, atuam nos supermercados, correm o risco de serem desligados com o objetivo de serem contratados diretamente como repositores. Isso irá gerar desemprego, porque certamente não serão absorvidos na totalidade pelo varejo. Haverá ainda queda na remuneração e benefícios, uma vez que os profissionais vinculados às indústrias e agências, por serem promotores de vendas e não simples repositores, possuem remuneração acima da média paga aos repositores de supermercados, já que existe uma qualificação específica para desenvolver suas atividades”, afirma o diretor do Comitê de Trade Marketing da AMPRO, Jonathan Dagues.

Outro impacto demonstrado na pesquisa será a perda de atendimento e ações de marketing e trade marketing, que tem objetivo de prestar serviços ao consumidor e shopper no ponto de venda. “As ações de Trade Marketing no PDV, geram experiência de compra ao consumidor, que faz com que toda exposição e estratégias de marketing sejam capazes de facilitar o raciocínio de compra, além de gerar intimidade com o produto do fabricante. Uma vez incorporados como repositores, os atuais promotores/demonstradores deixariam de estar vinculados às agências especializadas, que são responsáveis pelo planejamento destas ações. Seria, assim, um prejuízo em cadeia: fabricante, estabelecimento e consumidor”, alega o presidente da AMPRO, Kito Mansano.

O Comitê estima ainda que a possível substituição dos postos terceirizados levará à perda de cerca de R$ 1,5 bilhão em tributos para Governo Federal e prefeituras. “É o valor que o setor formado pelas agências de trade marketing arrecada em PIS, Cofins, ISS e IRPJ com este tipo de serviço e que deixaria de ser recolhido com a extinção das atividades destas agências”, alerta Dagues.

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