Exclusivo: Varejo de vizinhança na luta contra a ruptura

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Em tempos de disputa acirrada pelo consumidor, um dos maiores erros que o dono da loja de vizinhança pode cometer é deixar que faltem produtos nas gôndolas e no estoque. Para evitar a ruptura, consultores aconselham os comerciantes a adotarem um sistema de gestão que acompanhe a entrada e a saída dos produtos e a programarem o prazo de entrega.

Maurício Buffa, consultor do Sebrae-SP – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo, considera fundamental que o varejista tenha, antes de mais nada, controle absoluto sobre o estoque. “Sabemos que há marcas de diversos produtos que não podem faltar. Um dos grandes problemas dos mercados consiste em conseguir administrar bem um mix composto de vários itens e de diferentes marcas. E é exatamente por isso que o controle no depósito tem importância fundamental.”

Na lista de produtos que não podem faltar no estoque estão o sabão em pó Omo e produtos de consumo diário, como leite, frutas, legumes e verduras. Para o especialista, é essencial que o varejo trabalhe com um sistema informatizado, independentemente do seu tamanho, a fim de conseguir acompanhar a movimentação das mercadorias, identificar quais saem mais depressa e programar o prazo de entrega.

Atendimento
Buffa destaca o fato de que o dono do mercado de bairro tem a seu favor o conhecimento da vizinhança e a preferência que ela manifesta pela sua loja na hora da compra, fator com o qual as grandes redes não podem contar: “O diferencial do varejo independente é o atendimento.”

O especialista alerta, porém, que não é o bastante os donos dos estabelecimentos conhecerem quem mora nas vizinhanças, e reforça a necessidade de contar com um planejamento de gôndola, saber quais produtos e marcas têm maior giro e abrir espaço para esses itens. Essa regra, acrescenta, vale para mercados de bairro de diferentes tamanhos, os quais precisam oferecer, de maneira organizada, um pouco de tudo, desde itens de higiene e limpeza até doces e óleos, nas marcas solicitadas e classificadas como top de linha, intermediária e de combate.

Buffa também alerta para a necessidade de os donos dos estabelecimentos terem plena consciência da maneira como se apresentam e são vistos pelos consumidores e shoppers e montarem o estoque de acordo com a proposta. Por exemplo, uma loja de conveniência ou minimercado com baixo poder de gôndola deve trabalhar com número reduzido de itens. “É importante entender como o consumidor vê o ponto de venda”, observa.

Continue lendo esta matéria clicando aqui! Revista Varejo de Vizinhança ed. maio

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