Modalidade de venda porta em porta cresce durante a crise

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“Avon chama!” A frase, sedimentada no imaginário brasileiro, traduz a força da venda de porta em porta no Brasil, que volta a crescer como alternativa em tempos de crise econômica. Lançando mão de novos canais, como a internet, o segmento está sempre apostando na oferta de serviços de consultoria, mais que na mera revenda de produtos. O resultado é um mercado competitivo, em que novas marcas disputam com empresas consolidadas no mercado, como Avon e Natura.

Depois do crescimento de 7,2%, entre 2012 e 2013, as vendas diretas passaram por um período de estagnação. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), o setor se manteve na casa dos R$ 41,6 bilhões em volume de negócios em 2014, crescimento de 0,2% em relação a 2013. Em 2015, começou uma reação, quando o atingiu R$ 19,5 bilhões em volume de vendas no primeiro semestre, crescimento de 0,7% em relação ao mesmo período de 2014.

Segundo a entidade, há mais de 4,6 milhões de revendedores no País, aumento de 3,5% em relação ao ano passado. Para o consultor de negócios Francisco Damasceno, o incremento do segmento em Uberlândia é proporcional à ampliação dos Microempreendedores Individuais (MEI), que passou de 22,3 mil para 25,9 mil entre julho de 2015 e 2016.

“A venda por meio de catálogos oferece ao vendedor a possibilidade de aumentar a renda sem precisar abandonar o emprego formal, algo fundamental em tempos de crise. Consultores experientes tiram, em média, 30% da renda total com trabalho informal, o que tende a crescer, porque vão galgando degraus, assumindo gerências e diretorias a partir do mérito que obtém em metas”, afirmou Damasceno.

A marca de semijoias Rommanel, por exemplo, tem 815 consultores no Triângulo Mineiro, 472 deles em Uberlândia, onde atua desde 2014. “A adesão cresceu 21% nos primeiros seis meses do ano, com relação ao mesmo período de 2015”, disse o diretor da marca em Uberlândia, Gustavo Alberto Gomes. Ao todo, 95% dos cadastros são de mulheres com mais de 25 anos, que buscam alternativa de renda extra.

Dedicada à venda direta de produtos de perfumaria, cosméticos, maquiagem e skakes, a Hinode também iniciou a atuação em Uberlândia em 2014, segundo o executivo de expansão da marca, Bruno Rocha. “Em 2015, passamos de 250 para 500 consultores do primeiro para o segundo semestre. A mesma proporção conseguimos neste ano. Temos hoje 1 mil vendedores”, disse.

O potencial da venda de porta em porta fez o Grupo Boticário lançar em 2011 a Eudora, marca focada na venda direta. Recentemente, lançou O Boticário em revista. “Dado o momento econômico que o País vive, muitas pessoas buscam alternativas e até fortalecem o lado empreendedor. Portanto, vislumbram na venda direta uma ótima oportunidade. Minas Gerais é uma praça estratégica para Eudora”, disse o diretor-geral da marca, Daniel Knopfholz. Correio de Uberlândia

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