“Ando sempre em alta velocidade”, afirma Abilio Diniz, da BRF

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“Nunca tenho pressa, mas ando sempre em alta velocidade.” A afirmação foi feita nesta segunda-feira (16) pelo presidente do Conselho Administrativo da BRF, Abilio Diniz, durante inauguração da maior fábrica de margarinas da empresa — fusão da Sadia e Perdigão —, em Vitória de Santo Antão, a 50 quilômetros do Recife.

“Ainda não somos uma empresa global”, afirmou Abilio, que tem trabalhado visando à expansão da BRF no exterior, mas sem antecipar fechamento de negócios.

“Expansão, a gente não comenta, a gente comunica”, observou. “Enquanto não for realidade, não vamos falar nada.” Ex-Pão de Açúcar — que passou integralmente ao grupo Casino —, ele afirmou estar feliz na nova companhia, onde ingressou em abril e cuja estratégia inclui fortalecer a característica de “empresa do capitalismo consciente”.

“Quando me convidaram, os acionistas tinham a expectativa que eu trouxesse nova vitalidade, novo vigor, nova energia para a companhia, que eu fizesse crescer ou que tivesse mais ambições de crescimento e de participação da BRF no mercado internacional e é o que estamos procurando fazer”, afirmou Abilio, que iniciou o discurso afirmando que “empresário também gosta de carinho”.

Perguntado, depois, se o empresariado brasileiro precisava de carinho, o presidente do Conselho Administrativo da BRF se esquivou. “Disse apenas que empresário também gosta de carinho.”

Ao responder à mesma pergunta, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, presente à solenidade, traduziu “carinho” como “segurança de projeto”, “visão de futuro”, “regras estáveis” e “diálogo para que haja confiança e ambiente próprio para investir”.

Campos afirmou que Pernambuco ofereceu todos os ingredientes à BRF, que agora se expande no Estado. A nova fábrica, investimento de R$ 150 milhões, com produção inicial de 8 mil toneladas de margarina por mês e capacidade de 16 mil toneladas por mês, é a maior e mais moderna do grupo.

Para a unidade, foram transferidas as produções das fábricas de Uberlândia (MG) e Paranaguá (PR), reduzindo custo de fornecimento para o Nordeste, que consome 30% total da margarina produzida no País. O carro-chefe será a marca Deline (70% da produção), que já é produzida. As marcas Qualy e Claybon começarão a ser fabricadas em 2014.

A fábrica ocupa área de 17 mil metros quadrados no mesmo complexo onde já se localiza unidade de embutidos, em operação desde 2009, e um centro de distribuição. Abilio destacou a “boa mão de obra” e a “região estratégica” em termos de distribuição para o Norte e Nordeste. O Nordeste consome 30% do total de margarina produzida no País.

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