Microcrédito dispara e aumenta lucro de empresários

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Dono de uma pequena loja de autopeças em Mauá, no ABC Paulista, João Batista da Silva recorreu a um empréstimo de R$ 800 para tentar salvar seu negócio. Faltava capital para investir, as vendas não pagavam as dívidas e os problemas de caixa afetavam o sustento da família.

Com o nome sujo, o ex-mecânico obteve o microcrédito no Banco do Povo sem precisar fornecer garantias, avalista ou fiador. Não conseguiria o mesmo nos bancos tradicionais. Foi com o empréstimo que gerou capital para sair do atoleiro. “A clientela aumentou, os ganhos se tornaram reais e vi até a possibilidade de expandir o quadro de funcionários”, conta.

Hoje na formalidade e fazendo faculdade, João coleciona sete microcréditos obtidos com um “grupo solidário” formado por seis microempreendedores do bairro, no qual todos se comprometem a assumir as dívidas de quem ficar inadimplente. O risco do crédito, neste sistema, é dos próprios tomadores. “Foi pelo grupo que alavanquei meu negócio, pegando crédito mais elevado”, relata João.

Se o histórico do tomador for bom, a concessão do crédito aumenta gradativamente a cada seis meses. Com as contas em dia, João usou o microcrédito para investir na informatização do estoque. “Consegui diminuir os gastos e revertê-los em melhorias e um local próprio para estocar os produtos”. Agora ele planeja expandir o comércio com um serviço de entrega de encomendas em municípios vizinhos.

Empreendedores informais e autônomos de regiões periféricas encontram no microcrédito uma saída para abrir microempresas, reformar instalações e comprar matéria-prima ou maquinário. O crédito para a baixa renda investir garante o capital de giro de artesãos, revendedores, cabeleireiros, tapeceiros, marceneiros e comerciantes que pagam juros mensais de até 4% – limite estabelecido para a linha de crédito.

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