Conheça a mulher que passou Luiza Trajano como a mais rica do Brasil

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Em janeiro, Dulce Pugliese de Godoy Bueno, 72 anos, superou Luiz Helena Trajano e se tornou a mulher mais rica do Brasil, conforme a Forbes. Sua fortuna, segundo a revista especializada, chega a R$ 32,63 bilhões. A presidente do conselho de administração do Magazine Luiza tem R$ 30,49 bilhões.

Foi a primeira vez que Dulce ocupa o topo desse ranking. Ela é co-fundadora da Amil e uma das controladoras do grupo de diagnósticos clínicos Dasa. Discreta, a bilionária viveu anos nos Estados Unidos. Para badalar? Não, fez doutorado em Administração na Universidade do Texas, em Austin.

E qual a sua relação com o Rio Grande do Sul? Foi em 2020 que esse gigante fez, enfim, seu desembarque no Rio Grande do Sul, primeiro com a compra de um pequeno laboratório, depois com a aquisição da maior rede de laboratórios independente do Estado.
E o que levou Dulce ao topo do ranking foi exatamente a disparada nas ações da Dasa em janeiro. O preço dos papéis saiu de cerca de R$ 70 e encostou em R$ 230 em 19 de janeiro. Depois, amenizou a disparada, mas na terça-feira (2) ainda valia R$ 167, ou seja mais do que dobrou de valor. Em consequência, a fortuna da acionista também subiu.

É o mesmo fenômeno ligado à euforia no mercado de capitais que fez Elon Musk superar Jeff Bezos como o mais rico do mundo neste ano. A alta nas ações decorreu do anúncio da compra do grupo Leforte, que tem três hospitais e cinco clínicas médicas em São Paulo. A aquisição, de R$ 1,7 bilhão, foi a maior já feita pela Dasa.

Dulce não é apenas uma herdeira, como Luiza Trajano. Fundou, com seu ex-marido, Edson de Godoy Bueno, a rede de assistência médica Amil em 1972. Após a venda da companhia para a UnitedHealth, dos Estados Unidos, a bilionária de formação médica acompanhou Edson na aquisição da Dasa, da qual tem 48% das ações.

Depois da morte de Edson, em 2017, sua parte para os filhos, Camilla de Godoy Bueno Grossi e Pedro de Godoy Bueno. Pedro foi CEO até o final de 2018, quando se tornou presidente-executivo. A gestão está cargo do CEO Carlos de Barros, que já disse à coluna que o Rio Grande do Sul entrou de vez no radar do grupo.

 

Fonte Gaúcha ZH
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