Quem não tem resiliência apresenta estes sintomas no trabalho

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Quando os problemas no trabalho são muito difíceis de superar, causando transtornos emocionais e até físicos, é sinal de que está faltando resiliência na vida profissional. Em alguns casos, a dificuldade de lidar com adversidades pode provocar sintomas de ansiedade, depressão e até mesmo problemas físicos. Se você se identificou com esses sinais, a boa notícia é que desenvolver a resiliência é possível e traz benefícios para a carreira.

Ser resiliente significa ter a capacidade de superar problemas e adversidades com o mínimo possível de perdas ou sofrimento, e é por isso que essa competência é tão importante no mundo do trabalho. “As boas posições de trabalho implicam em resolver dificuldades e enfrentar intempéries de todo tipo”, afirma o médico psiquiatra Fernando Fernandes, autor do livro “Resiliência. 50 Questões para ajudar a enfrentar as dificuldades e adversidades”, da editora Matrix.

Para as empresas, é importante que os colaboradores consigam resolver problemas sem sofrer, pois isso permitirá que tenham um desempenho melhor e mais estável. “A empresa pode contar mais com quem é resiliente, pois ele vai adoecer menos, ter uma carreira mais longínqua e se relacionar melhor”, explica o psiquiatra.

Alguns sintomas de falta de resiliência, segundo os especialistas consultados:
  • Não saber lidar com as próprias emoções
  • Não se responsabilizar pelos erros
  • Não valorizar as suas vitórias
  • Tendência para ser inflexível
  • Não possuir senso de propósito
  • Não saber lidar com momentos de pressão
  • Não conseguir ver os erros como oportunidade de melhoria
  • Sofrer prejuízo psicológico diante de problemas no trabalho, como sintomas de ansiedade, depressão e isolamento.
  • Sofrer prejuízos sociais e até profissionais diante das adversidades
Resiliência é fruto de exercícios diários

O primeiro passo para desenvolver a resiliência é buscar o autoconhecimento, identificando suas qualidades e limitações, segundo José Roberto Marques, fundador do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). “É por meio do autoconhecimento que o profissional vai desenvolver as competências para lidar com os desafios que venham a surgir no dia a dia do trabalho”, explica.

Um dos pilares da resiliência é construído na infância, de acordo com a qualidade do vínculo que foi estabelecido pela pessoa com os seus cuidadores. Quanto mais seguros forem os vínculos no começo da vida, mais confiança o indivíduo terá na hora de enfrentar desafios. Quem não teve bons vínculos na infância costuma ter mais dificuldade para desenvolver resiliência, de acordo com Fernandes. Em alguns casos, procurar ajuda profissional e fazer terapia pode ser útil.

Procurar ter uma visão positiva sobre as situações é uma das chaves para a resiliência, mas isso não significa ser otimista a qualquer custo. Pessoas resilientes têm capacidade de olhar para os problemas com um certo distanciamento, avaliando os pontos que ainda estão sob o seu controle, sem se desesperar. “Em vez de lamentar a adversidade, a pessoa trabalha para encontrar uma solução e enxergar o aprendizado que aquela experiência vai trazer”, afirma o porta-voz do IBC.

Também é importante considerar de forma realista quais podem ser os efeitos daquele problema ao longo do tempo, pois geralmente as consequências são menos graves do que parecem. “A atenção deve ir para as coisas que posso resolver e não no problema”, afirma o psiquiatra Fernandes.

Flexibilidade

Para desenvolver a resiliência no trabalho, é necessário considerar que surpresas vão acontecer e que é importante tentar se abrir para elas. Esta flexibilidade ajuda os profissionais a passarem pelos momentos difíceis porque eles conseguem se adaptar de forma positiva, transformando as crises em aprendizados.

Segundo os especialistas, é no dia a dia do trabalho que as pessoas encontram oportunidades para desenvolver esta habilidade, seja por meio do contato com outras pessoas ou pela vivência de diferentes situações. “Ser resiliente é fruto de exercícios diários”, afirma Marques.

Fonte Exame.com
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