Celular: o que pode e o que não pode no ambiente de trabalho

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A forma como as pessoas se relacionam com seus celulares mudou. No mundo corporativo, então, é difícil mensurar o impacto da chegada dos smartphones. Do CEO ao estagiário, o celular na mão, no bolso ou na mesa é praticamente uma certeza.

Mesmo assim, ainda há limites a se respeitar quando o tema é celular no ambiente de trabalho. Na visão de especialistas em comportamento, ficar atento às pessoas que estão com você e manter o aparelho “invisível” são saídas interessantes para evitar problemas.

Para discutir o tema, Época NEGÓCIOS falou com Claudia Matarazzo, jornalista, escritora e especialista em etiqueta empresarial; e Gloria Kalil, jornalista, consultora, empresária e autora de cinco best-sellers sobre comportamento. “Dentro do manual corporativo básico, é sabido que o celular é muito usado. Justamente por isso, é importante deixá-lo abaixo do radar”, afirma Claudia. Quando treina executivos, ela faz recomendações básicas – que até parecem óbvias demais, porém são necessárias.

Dentre elas, estão cuidados como deixar o celular no mudo, não atender o telefone à mesa de almoço e não sair de uma reunião para atender ao telefone. Exceções, claro, acontecem, mas é importante que essas ideias se apliquem ao dia a dia. “Quanto menos aparecer, melhor”, diz Claudia.

Gloria Kalil também entende que ficar distante do aparelho celular é um desafio tremendo para muitas pessoas. Para os mais “viciados”, a dica é simples: leia o ambiente. “Acho que é uma questão de saber com quem você está lidando”, afirma.

Um exemplo que a consultora coloca é o da reunião. Se a pessoa for se encontrar com alguém mais velho, de outra geração, o recomendável é deixar o celular desligado. Isso mostrará que toda a sua atenção está voltada para a reunião.

Caso seja alguém mais jovem ou acostumado com quem não larga o aparelho, é provável que essa pessoa não se incomode. A principal dica é ter atenção. “Fique atento a onde e com quem você está”, afirma Gloria.

Nas reuniões

Usar o celular como apoio em uma reunião pode ser uma boa ideia, mas é preciso cuidado. “As regras já estão mais flexíveis, então não abuse. Para uma consulta, não é preciso deixar o som alto ou o aparelho vibrando em cima da mesa”, diz Claudia. Uma sugestão da especialista é usar um tablet nessas horas. “Com o celular, vão pensar que está com o foco dividido.”

Selfie?

“Pode parecer idiota e absurdo, mas eu vejo muita gente fazendo selfie em reunião de trabalho. Isso não existe”, diz Claudia.

WhatsApp fora de hora

Quando o assunto é mensagem fora do horário de trabalho, Claudia entende que é importante analisar caso a caso. “Depende do chefe e depende do assunto.” Segundo ela, a urgência da solicitação faz toda a diferença nesse tipo de situação. “Acho que cada um sabe a urgência de cada mensagem. Se você não impor esse limite, ninguém vai colocar para você”, diz.

O mesmo serve na hora de enviar uma mensagem. Uma dica que muda a forma como recebem o recado é fazer um pequeno aviso antes. “’Não tenha pressa de responder’ ou ‘Só estou enviando para não esquecer’ são alertas que ajudam nessa hora.”

Entrevista de emprego

Outra situação que também traz dúvidas para as pessoas é a entrevista de emprego – ou aquele período angustiante que antecede a entrevista em si. A recomendação de Claudia é não usar o celular a partir do momento que você chega no local da entrevista. “Sei que a pessoa está ansiosa, mas isso perturba, desconcentra e tira o foco do que é mais importante. Chegue e desligue.”

Uma alternativa que pode chamar a atenção dos entrevistadores é reverter a situação. “Quando entrar na sala do entrevistador, mostre como está atento e peça um minuto para desligar o celular. Isso vai passar a mensagem de que você está se isolando para aquela reunião”, afirma Claudia.

Fonte Época Negócios
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