Qual o grau de eficiência dos processos de sua empresa?  

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Por Luiz Muniz*

Que a rotina do atacado e varejo é intensa, disso ninguém duvida. Ao contrário: quem é do setor sabe do que estou falando. Por mais que existam uma série de ferramentas que venha facilitar a operação e as atividades administrativas, a necessidade de racionalizar custos, a quantidade de operações e integrações entre áreas, fornecedores e clientes, que acontecem num único dia, não deixam a equipe “respirar”.

Isso se considerarmos que a rotina aconteça dentro do planejado. Imagine quando não acontece…

Podemos dizer que uma empresa é o conjunto de atividades realizadas por pessoas, máquinas e softwares de forma sequencial e integrada. Em outras palavras, uma empresa é um conjunto de processos.

E aí vem a pergunta: Qual o grau de eficiência dos processos da empresa? Quanto das tarefas planejadas realmente são executadas da forma que devem ser?

Luiz Muniz, diretor da Telos Resultados

Quando a eficiência do processo é baixa, isto é, menor que 95%, os impactos ao negócio podem, na melhor das hipóteses, serem apenas financeiros. Alguns deles são:

Financeiro

O mais conhecido. Quando a eficiência é baixa, as quebras, ruptura, perdas de vendas aumentam. Nesse caso, os gerentes precisam se explicar aos seus diretores, que precisam se explicar ao CEO, que precisa se explicar ao board of directors (Conselho da Empresa). E quando a empresa tem capital aberto esse conselho precisa se explicar aos investidores.

Social

Recentemente uma grande rede de varejo tem ganhado notoriedade na mídia pelos excessos de atuação causados pelo pessoal de segurança. Se a eficiência da seleção, contratação e avaliação do prestador de serviço tivesse a eficiência certa, vidas teriam sido poupadas. Por sua vez, se a eficiência do processo do prestador fosse alta, a seleção, contratação e avaliação dos colaboradores, tragédias seriam evitadas. Quando o processo não funciona, o CEO precisa pedir desculpas em rede nacional à sociedade.

Patrimônio intelectual (ou recursos humanos)

Apesar de ser a principal causa direta das perdas financeiras, como turnover e absenteísmo, as ineficiências dos processos relacionados à dimensão gente, isto é, recursos humanos, impacta de sobremaneira na identidade da empresa. Por mais que o posicionamento da empresa, princípio e valores estejam divulgados e colocados em quadros espalhados pela empresa, quando os processos, como formação de líderes, contratação, avaliação baseada em critérios objetivos e reconhecimento não têm eficiência máxima, nunca haverá uma rotina estabilizada, sobrarão anomalias e sempre haverá perda de expertise.

Tenha claro que nada acontece dentro de uma empresa que não seja resultado de um processo. O que muda é o resultado. E ele é e vai ser melhor, em proporção direta, à eficiência do respectivo processo.

Você sabe qual a eficiência dos processos da cadeia de valor de sua empresa? Você sabe qual o desempenho dos processos das áreas de operação, comercial e logística? Qual a performance dos processos de avaliação de contratos e recursos humanos? O CEO está pronto para pedir desculpas em rede nacional? Os diretores estão confortáveis em eventualmente precisarem se explicar dos resultados abaixo das metas?

A rotina do atacado e varejo é intensa. Isso é inegável. Mas ela pode ser mais eficiente e motivante, menos caótica, mais rentável e exigir menos explicações do corpo diretivo e CEOs.

Bons negócios em 2021!

 

*Luiz diretor da Telos Resultados e consultor de empresas em implantação de modelos de gestão em segmentos como o atacadista/distribuidor, distribuidor farmacêutico, varejo, têxtil, logística e indústria; Colunista do Portal Newtrade.

 

 

 

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