Prevenção e estoque são fundamentais nesse momento

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Por Adriana Bruno

Aos poucos o fluxo de pessoas nos supermercados começa a voltar ao que seria algo próximo da normalidade. Mas o Brasil ainda não sabe o que está por vir em relação ao pico de contágio pelo novo coronavírus. As consequências da Covid-19 no país ainda são desconhecidas, muito se especula e a única certeza é a de que a pandemia deixará marcas na vida das pessoas e na economia do país.

Patricia Cotti, diretora executiva do IBEVAR

Mas como o varejo está lidando com tudo isso? A diretora executiva do IBEVAR, Patrícia Cotti diz, em entrevista exclusiva ao Portal Newtrade, que dentre os impactos sofridos pelo setor nesses últimos dias,  o canal supermercadista ainda pode encontrar eventual dificuldade de compra e/ou abastecimento pelos varejistas de itens de maior procura, seja pela ruptura de mercado, seja pela dificuldade dos distribuidores em chegar aos seus destinos. “Por mais que as barreiras estaduais não considerem produto de necessidade básica, muitos distribuidores possuem seus modelos de negócios voltados para mais de uma categoria. Com a eventual limitação de categorias, a velocidade de preenchimento do caminhão altera, com alteração do prazo de entrega”, comenta.

A executiva acredita ainda que à medida em que as pessoas estocam, os produtos entram em falta e com isso há uma sobrevalorização e o aumento natural dos preços. “Não é uma questão não ética de aumento das margens, muitas vezes, mas uma questão de oferta e demanda, regulação natural do mercado. Isso faz também com que toda a cadeia sofra reabastecimentos e que as velocidades de reposição precisem ser mais imediatas, o que gera o efeito contrário no sistema de distribuição, como dito acima. O controle de mercadorias é necessário como empatia ao próximo, mas também para que todo o mercado se sustente”, afirma.

Estoque

O acompanhamento é fundamental para que não haja as questões de sobrevalorização de preços e desabastecimento. “A troca de produtos neste período e a cesta diferente de compras é realidade, e é importante que o varejista se atente a isso para readequação de suas operações”, orienta Patrícia Cotti. Ela ainda reforça que o varejo deve ter especial cuidado com a reposição de categorias com maior acréscimo nas vendas como alimentos básicos, bebidas, perfumaria e limpeza. “Os consumidores ainda receosos do isolamento e estão buscando estoque diante de produtos de reposição, apesar desse momento já ter passado pelos grandes centros”, fala.
Proteção

Alguns varejistas como o Carrefour, o GPA e o Savegnago já anunciaram as medidas que estão tomando para a proteção de seus colaboradores tanto em áreas externas quanto no chão de loja. Para Patricia Cotti, é preciso cuidado redobrado com a higiene e limpeza do local de trabalho; além de comunicação frequente e acompanhamento do estado de saúde dos colaboradores com afastamento imediato em caso de constatação de doenças. “Também é preciso revisar o quadro de atividades e o redirecionamento dos funcionários diante da realidade de home office sempre que possível; além de auxílio e treinamento quanto a produtividade em novos formatos de trabalho”, finaliza.

Dicas para enfrentar a crise
  • Acompanhe seus estoques, novas jornadas de compra, cestas de produtos e readéque políticas de compra e abastecimento;
  • Adote todas as medidas de higiene e limpeza necessárias e acompanhe de perto a saúde do time;
  • Comunique ao mercado de maneira clara as ações tomadas, de maneira a diminuir a incerteza;
  • Utilize das plataformas já existentes para venda de produtos e serviços para uma rápida inserção on-line (marketplaces);
  • Utilize das plataformas já existentes de entrega para garantir o atendimento do público mesmo a distância.

Fonte: Patrícia Cotti, diretora executiva do IBEVAR

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