Novas iniciativas deixam B2W bem preparada para a alta competição no e-commerce

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A varejista, que acompanhou de perto as mudanças no varejo online brasileiro, conseguiu acelerar a expansão da sua base de clientes por meio de investimentos em iniciativas voltadas à fidelização do consumidor. Tais iniciativas, avaliou a corretora Ativa Investimentos, colocam a companhia em uma posição confortável para enfrentar o cenário competitivo do comércio eletrônico.

“Com o objetivo de fidelizar essa base, a companhia vem investindo em iniciativas para melhorar o nível de serviço e a frequência de compras, e direcionando o foco para novas categorias no marketplace, sua principal avenida de crescimento. No contexto de um ambiente competitivo mais acirrado no e-commerce, enxergamos tais iniciativas de forma positiva”, disse o analista Pedro Serra, responsável pelo relatório divulgado ontem.

No relatório, Serra destacou os esforços que a dona das marcas Americanas.com, Submarino, Shoptime e Ame Digital tem realizado para melhorar o engajamento do cliente. A companhia projeta um crescimento robusto para 2021 e 2022, impulsionado pelo marketplace.

Na opinião do analista, iniciativas como o fulfillment (processos de armazenagem, envio de pedidos e atendimento ao cliente) gratuito para os vendedores podem melhorar o nível de serviço da plataforma da companhia.

A B2W também incluiu no seu portfólio novas categorias de consumo, como vestuário, supermercados e produtos para pet. Serra explicou que a iniciativa é boa, pois limita a exposição de itens de consumo cíclico, que não geram novos pedidos com tanta frequência. Adotando novos segmentos em seu e-commerce, a varejista consegue ter mais previsibilidade de receita.

Dentre os riscos para o modelo de investimento da empresa, a Ativa mencionou (ì) a competição de players estrangeiros, que, assim como a B2W, também estão investindo em soluções de logística, (ii) a necessidade de novos aumentos de capital para investir em inovação e operações de fusões e aquisições; (iii) os impactos no caixa com a gratuidade do fulfillment para os vendedores; e (iv) a dificuldade na integração com as lojas físicas.

Fonte MoneyTimes
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