economia – Newtrade https://newtrade.com.br Wed, 06 Nov 2019 15:17:29 -0300 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.3 https://newtrade.com.br/wp-content/uploads/2017/03/favicon-newtrade.png economia – Newtrade https://newtrade.com.br 32 32 Pagamento do 13º injetará R$ 214,6 bilhões na economia https://newtrade.com.br/economia/pagamento-do-13o-injetara-r-2146-bilhoes-na-economia/ https://newtrade.com.br/economia/pagamento-do-13o-injetara-r-2146-bilhoes-na-economia/#respond Wed, 06 Nov 2019 13:35:19 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1021168

Montante representa aproximadamente R$ 3% do PIB, segundo o Dieese

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Até dezembro de 2019, o pagamento do 13º salário deve injetar na economia brasileira mais de R$ 214 bilhões. Este montante representa aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e será pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive aos empregados domésticos; aos beneficiários da Previdência Social e aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios.

Cerca de 81 milhões de brasileiros serão beneficiados com rendimento adicional, em média, de R$ 2.451. As estimativas são do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Dos cerca de 80,8 milhões de brasileiros que devem ser beneficiados pelo pagamento do 13o salário, 49 milhões, ou 61% do total, são trabalhadores no mercado formal. Entre eles, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada somam 1,8 milhão, equivalendo a 2,2% do conjunto de beneficiários.

Os aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS) representam 30,5 milhões, ou 37,7% do total. Além desses, aproximadamente 1,1 milhão de pessoas (ou 1,4% do total) são aposentados e beneficiários de pensão da União (Regime Próprio).

Há ainda um grupo constituído por aposentados e pensionistas dos estados e municípios (Regimes Próprios) que vai receber o 13o e que não pode ser quantificado.

Do montante a ser pago como 13o, cerca de R$ 147 bilhões, ou 68% do total, irão para os empregados formalizados, incluindo os trabalhadores domésticos. Outros 32% dos R$ 215 bilhões, em torno de R$ 67,7 bilhões,serão pagos aos aposentados e pensionistas.

Considerando apenas os beneficiários do INSS, são 30,5 milhões de pessoas que receberão o valor de R$ 40,4 bilhões. Aos aposentados e pensionistas da União caberá o equivalente a R$ 10,5 bilhões (4,9%); aos aposentados e pensionistas dos Estados, R$ 13 bilhões (6,1%); e R$ 3,6 bilhões aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios.

Para o cálculo, foram reunidos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho (hoje, parcialmente incorporado ao Ministério da Economia). Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Previdência Social e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Quanto ao cálculo do impacto do pagamento do 13º salário, o DIEESE não leva em conta trabalhadores autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, uma vez que esses dados são de difícil mensuração.

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Com FGTS, projeção para varejo brasileiro em 2019 sobe para 1,3% em 2019, calcula ACSP https://newtrade.com.br/economia/com-fgts-projecao-para-varejo-brasileiro-em-2019-sobe-para-13-em-2019-calcula-acsp/ https://newtrade.com.br/economia/com-fgts-projecao-para-varejo-brasileiro-em-2019-sobe-para-13-em-2019-calcula-acsp/#respond Wed, 31 Jul 2019 15:34:39 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1018336

O número é bem inferior aos 2,3% de 2018 e aos 2,1% de 2017.

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A projeção da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) calculada no início de julho para o varejo restrito brasileiro era de crescimento de 1,1% em 2019 na comparação com o ano passado. Com a liberação dos recursos do FGTS e do PIS Pasep, a entidade recalculou para alta de 1,3%.

“O impacto da liberação dos recursos no PIB e no comércio será positivo, porém modesto, sem que se afete a trajetória da economia e das vendas. O desemprego segue alto, a segurança no emprego teve diminuição relevante, os salários crescem pouco acima da inflação e o crédito continua caro, deixando o consumidor bastante cauteloso”, comenta o economista da ACSP Marcel Solimeo.

Ele lembra que é um número bem inferior aos 2,3% de 2018 e aos 2,1% de 2017. E que “no começo do ano, as expectativas de aumento para o varejo estavam na faixa entre 2% e 3%, mas as dificuldades econômicas não permitiram mais uma recuperação nesse patamar”.

Contudo, para Solimeo, há medidas que podem ser tomadas. “Reduzir os juros e os depósitos compulsórios dos bancos beneficiará muito o crédito à pessoa física, estimulando o varejo”, diz o economista da ACSP. “A inflação sob controle e o fraco ritmo da atividade econômica abrem espaço para o Banco Central reduzir a taxa básica de juros/Selic algumas vezes até o fim do ano”.

Além disso, diz ele, “Se a reforma da Previdência for aprovada no início de agosto, como se espera, e os demais ajustes foram viabilizados, a confiança do consumidor e do empresariado tende a aumentar, o que por sua vez pode melhorar mais a projeção para o comércio”.

A projeção foi feita pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal/ACSP com base em dados: do varejo do IBGE; dos juros, do crédito à pessoa física e da massa salarial ampliada disponível, do Banco Central; e do Índice Nacional de Confiança/ACSP.

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Países que investirem em educação e criatividade serão os bem-sucedidos, diz Barack Obama no Brasil https://newtrade.com.br/economia/paises-que-investirem-em-educacao-e-criatividade-serao-os-bem-sucedidos-diz-barack-obama-no-brasil/ https://newtrade.com.br/economia/paises-que-investirem-em-educacao-e-criatividade-serao-os-bem-sucedidos-diz-barack-obama-no-brasil/#respond Fri, 31 May 2019 14:47:18 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1016549

Para o ex-presidente dos EUA, país precisa investir em pessoas para crescer economicamente

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O que une Brasil e Estados Unidos? Para Barack Obama, 44º presidente norte-americano, é a grande diversidade dentro das fronteiras de ambos os países. “A maior força dos dois países é a diversidade. É incrível a criatividade e inovação que conseguimos ao juntar pessoas de diferentes experiências e vivências”, afirma. O ex-presidente americano falou por cerca de uma hora. Dentre os assuntos, educação, o futuro do trabalho e, claro, diversidade. “Quanto mais pessoas você conseguir incluir, maior o seu pool de talentos. Se negros e mulheres não forem incluídos, você não está aproveitando todo o talento disponível.” Cordial, Obama falou “boa tarde” em português, afirmou que o Brasil é um dos lugares para os quais mais gosta de viajar, e que ouvia Tom Jobim quando namorava Michelle, sua esposa.

Obama ressaltou a importância de equipes diversas. “Sempre precisamos ter mulheres na mesa de decisão. Se sua organização só tem homens que se parecem entre si, está provavelmente perdendo informações”, afirma. “Todo mundo tem seus pontos cegos. Ouvir pessoas diferentes de você te ajuda a tomar melhores decisões, ajuda a ver o mundo com olhos de outras pessoas.”

Apesar dos desafios de seus oito anos na Presidência dos EUA, Obama diz nunca ter se sentido intelectualmente sobrecarregado pelo cargo. “Eu acredito muito que criei uma boa equipe e confiava nela. Você é tão bom quanto a equipe que consegue construir”, diz. “Um bom líder não é quem tem as repostas, eu acho que minha força era ter as perguntas certas. Quando se é presidente, você não pode ser especialista em todos os temas de que tem de tratar, mas precisa fazer as perguntas certas e construir essa equipe.”

Outro aprendizado que a Presidência trouxe, diz Obama, foi a de estar confortável com tomar decisões “com base nas probabilidades”. “Só as questões mais difíceis e que ninguém soube responder chegam ao presidente. Em muitas das minhas decisões, como o ataque ao local onde estava [o terrorista] Osama Bin Laden, ou a tentativa de salvar os bancos da crise [de 2008], eu não podia garantir que dariam certo. Mas eu confiava na minha equipe e no processo que construímos para chegar àquela decisão.”

Citando as similaridades entre os dois países, Obama afirmou que Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias do continente. Ambas, porém, foram fundadas com base na desigualdade. “A Constituição dos EUA fala que todos são iguais, mas isso não incluía negros, mulheres ou pessoas que não possuíam propriedades. O processo democrático nos permitiu incluir mais pessoas, e quanto mais pessoas incluímos, maior o sucesso que obtivemos”, afirma.

O ex-presidente dos Estados Unidos participou da convenção de varejo Vtex Day, em São Paulo.

Educação

Durante sua fala, Barack Obama ressaltou a importância da educação e inclusão para que qualquer país tenha sucesso na economia. O ex-presidente afirmou que é preciso criar um sistema educacional que prepare crianças e jovens para o pensamento crítico. “As pessoas querem que os fatos se encaixem nas opiniões que elas já têm”, diz. “Acho que o mais valioso da educação é aprender a habilidade de analisar a realidade, mesmo quando isso é desconfortável e prova que aquilo que eu achava ser verdade está errado.” A escola, diz o ex-presidente dos Estados Unidos, precisa preparar os estudantes não só para absorver informações, mas para analisar criticamente a informação que recebem.

Com a evolução da inteligência artificial, investir em novos modelos de educação se torna ainda mais importante. “As máquinas vão fazer os trabalhos manuais com muito mais eficiência do que os humanos, mas só as pessoas podem ser criativas. Os países que ensinarem suas crianças a serem criativas e a pensar criticamente serão os mais bem sucedidos economicamente”, diz. “Sem investir nas pessoas, é improvável para um país ter sucesso no longo prazo.”

Fazer isso, diz Obama, envolve tomar decisões e passa por investir em educação. “Na Finlândia, os professores ganham tanto quanto médicos, e é muito difícil se tornar professor. Como resultado, é um dos países com a melhor educação do mundo”, afirma. “Se os professores ganham 1/100 do que os banqueiros, isso mostra que você não valoriza educação”.

Desigualdade

Após sair da presidência, Obama tem focado seu trabalho em preparar novos líderes em todo o mundo. “Avaliei que meu maior impacto seria o de inspirar outras pessoas a se envolverem, acho que meu maior impacto é encorajar as pessoas para que se engajem a fazer a diferença”, diz.

Barack Obama contou que, em sua primeira visita ao Brasil, quando ainda era presidente, jogou futebol com crianças em uma favela no Rio de Janeiro. “Lembro de pensar que aquelas crianças se pareciam comigo quando eu era criança. Eu nasci em país que me permitiu crescer, apesar das dificuldades. Acho que é importante trabalhar para dar oportunidades a todos. Isso melhora sua economia, qualifica sua força de trabalho, suas empresas terão mais sucesso.”

Segundo Obama, não é possível alcançar uma “igualdade perfeita”. “Há pessoas que são naturalmente mais talentosas. Acho que ninguém acha ruim que Bill Gates tenha tido sucesso, ele criou coisas incríveis e permitiu toda a computação que temos acesso hoje”, diz. O importante, segundo ele, é criar oportunidades para todos.

“Temos uma mentalidade que dificulta criar sociedades mais igualitárias, fomos ensinados que o dinheiro é a medida do nosso valor e sucesso, mas precisamos de uma revolução dos valores”, diz. “Eu acredito nos mercados, no capitalismo e na eficiência em criar riqueza, não quero destruir inovação, criatividade e liberdade do sistema de mercado, mas temos que desenhar esse sistema de uma forma que não destrua nossos valores”. Isso, segundo ele, envolve não apenas a desigualdade, mas também questões como sustentabilidade. “Não adianta muito termos ótimos aplicativos e realidade virtual se o mundo real está ficando cada vez mais quentes, o nível dos oceanos continua a subir e não conseguimos respirar.”

Fracasso

“O que me permitiu ser corajoso? Eu falhei antes e sobrevivi. As cicatrizes dos erros são as lições que te dão confiança adiante na vida.” O maior desafio para muitas pessoas, segundo Obama, é o medo do fracasso.

“Quando decidi concorrer à presidência, muita gente me dizia que não era possível ter um presidente afro-americano. E as pessoas tentam te proteger do fracasso. Eu tinha que dizer, até mesmo para a Michelle, que eu ficaria tudo bem se não desse certo.”

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Incertezas econômicas, consumo tem desempenho negativo no começo de 2019 https://newtrade.com.br/economia/incertezas-economicas-consumo-tem-desempenho-negativo-no-comeco-de-2019/ https://newtrade.com.br/economia/incertezas-economicas-consumo-tem-desempenho-negativo-no-comeco-de-2019/#respond Mon, 15 Apr 2019 16:14:59 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1015041

Dados são do Consumer Thermometer, elaborado pela Kantar

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A perspectiva de otimismo que começou a ser desenhada no segundo semestre de 2018 não conseguiu se manter nos primeiros momentos de 2019. Com a taxa de desemprego em alta – atingindo mais de 13 milhões de pessoas -, e o atraso na aprovação das reformas políticas, o consumo apresentou desempenho negativo em fevereiro. É o que aponta o Consumer Thermometer, elaborado pela Kantar. De acordo com o estudo, nos 12 meses terminados em fevereiro de 2019 houve queda de 1,3% nas unidades levadas para casa pelos brasileiros na comparação com o mesmo período do ano anterior. Isso ocorre como consequência de uma redução de 0,5% na frequência de compras e 3,3% no volume médio levado por visita.

Quando analisado o acumulado do ano (janeiro + fevereiro), o declínio de unidades chega a 5,2% versus os mesmos meses de 2018. Frequência e volume por viagem também se destacaram negativamente, com diminuição de, respectivamente, 2,2% e 5,7% no período. No recorte dos três meses até fevereiro de 2019, os índices negativos se repetem.

O recuo em unidades foi sentido em todas as classes sociais e também em todas as regiões do país, segundo demonstra o levantamento. A totalidade dos períodos analisados apresentou queda para a classe AB e C. Apenas a DE conseguiu um ligeiro aumento de 1,6% nos 12 meses terminados em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na análise das regiões, o Interior de São Paulo se destacou negativamente, perdendo 10,3% nos dois primeiros meses do ano.

Em relação aos canais, o atacarejo seguiu firme e forte como o grande destaque, com o porta a porta perdendo grande participação. Hipermercados, supermercado de conveniência e supermercado de vizinhança também acumularam quedas.

Na análise das cestas, o Consumer Thermometer aponta que alimentos, bebidas, lácteos, limpeza e higiene e beleza perderam penetração em todos os recortes estudados.

“O cenário atual tem como protagonista um consumidor que, ainda em meio às incertezas políticas e econômicas e também impactado pela alta taxa desemprego, precisou retrair as compras. E isso não ocorreu apenas nas classes mais baixas, sendo sentida por todas as camadas da população”, analisa Giovanna Fischer, Diretora de Marketing e Insights da Kantar. “Além disso, os consumidores continuam endividados, o que afeta ainda mais o potencial de consumo”, completa.

 

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Por que você deveria declarar seu Imposto de Renda o mais rápido possível https://newtrade.com.br/economia/por-que-voce-deveria-declarar-seu-imposto-de-renda-o-mais-rapido-possivel/ https://newtrade.com.br/economia/por-que-voce-deveria-declarar-seu-imposto-de-renda-o-mais-rapido-possivel/#respond Wed, 13 Mar 2019 12:19:46 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1013926 ISS

Os 430.347 contribuintes que entregaram a declaração de IR no primeiro dia já estão em vantagem, principalmente em 2019

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É padrão do brasileiro procrastinar a entrega da declaração de Imposto de Renda para os últimos dias do prazo. São muitos documentos, é preciso separar um tempo para preencher os dados, entre outros obstáculos.

Mas o que os 430.347 contribuintes que entregaram a declaração de IR no primeiro dia, segundo dados da Receita Federal, podem ganhar com essa agilidade? Na prática, existem algumas vantagens consideráveis em entregar com antecedência. Principalmente em 2019.

“Indiscutivelmente é importante preparar a declaração o quanto antes independente se você terá valores a pagar ou a restituir. A preparação consiste no lançamento e conferência de todas informações. Dessa forma você evita problemas como falta de documentos e informações essenciais, surpresas de forma geral”, explica o assessor de investimentos Bruno Ponciano.

O primeiro motivo para fazer a declaração antes é receber a restituição também mais rápido. “Contribuintes que possuem Imposto a Restituir e estão necessitando de recursos financeiros receberão logo nos primeiros lotes”, afirma Ponciano.

Além disso, o assessor de investimentos explica que se o contribuinte tiver valores a restituir e pretende aplicar esse recurso, poderá encontrar opções melhores e mais rentáveis agora do que no último lote.

O dinheiro a ser restituído é corrigido antes de chegar ao bolso do contribuinte de acordo com a taxa básica de juros (Selic). Como se sabe, essa taxa está atualmente em sua mínima histórica (6,5%). Se até alguns anos atrás era comum deixar para declarar depois para receber mais dinheiro (graças à correção), em 2019 isso não faz sentido nenhum: o melhor é sacar o quanto antes e aplicar melhor.

Outra vantagem é ter mais tempo para retificação. Segundo o professor Ricardo Fernandes, do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, a entrega antecipada também permite ao contribuinte verificar a existência de pendências na Receita Federal após o processamento e já antecipar uma eventual retificação, se necessário, fazendo com que sua situação fique regular e, caso exista restituição, receba o valor rapidamente.

Além disso, considerando as novidades trazidas pela Resolução do Comitê Gestor do E-Social nº. 19, de novembro de 2018, como a exigência de CPF para todos os dependentes incluídos na Declaração, a declaração antecipada permitirá que o contribuinte se organize em relação à todos os documentos que deverão ser apresentados.

“Seja para providenciar novos documentos, seja para solicitar segunda via de documentos já existentes, é ideal enviar com antecedência, evitando, assim, possíveis retificações futuras”, afirma Fernandes.

O professor explica também que outra vantagem está relacionada ao tempo que o contribuinte terá para pagamento da primeira parcela de Imposto que venha a ser devida.

“Entregando a declaração com antecedência, ele poderá se organizar financeiramente para pagamento do valor integral ou da primeira parcela, no caso de parcelamento. Isso porque, o vencimento da quota única ou da primeira parcela se dará no dia 30 de abril de 2019. A entrega antes, para àqueles contribuintes que tem imposto a pagar, permite a organização financeira”, afirma Fernandes.

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Vendas de supermercados em janeiro crescem 2,95% https://newtrade.com.br/varejo/vendas-de-supermercados-em-janeiro-crescem-295/ https://newtrade.com.br/varejo/vendas-de-supermercados-em-janeiro-crescem-295/#respond Mon, 11 Mar 2019 10:33:28 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1013787

O setor fechou 2018 com crescimento de 2,07% e espera expansão de 3% nas vendas este ano.

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As vendas dos supermercados do país tiveram crescimento real de 2,95% em janeiro ante mesmo período de 2018, informou a Abras. Na comparação com dezembro, porém, as vendas recuaram cerca de 22%.

“Sabemos que a volta do consumo será gradativa, mas estamos confiantes para os próximos meses, e o resultado de janeiro é um bom sinal e nos dá um ânimo a mais para acreditar que 2019 será um ano promissor para o setor”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, em comunicado.

O setor fechou 2018 com crescimento de 2,07% e espera expansão de 3% nas vendas este ano.

A entidade afirmou que em janeiro a cesta de 35 produtos mais consumidos nos supermercados, que incluem além de alimentos cerveja e refrigerante, higiene, beleza e limpeza doméstica, teve crescimento de preço de 3,2% sobre um ano antes, passando a 465,57 reais, em média.

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Intenção de consumo é a maior para fevereiro em quatro anos, diz CNC https://newtrade.com.br/varejo/intencao-de-consumo-e-a-maior-para-fevereiro-em-quatro-anos-diz-cnc/ https://newtrade.com.br/varejo/intencao-de-consumo-e-a-maior-para-fevereiro-em-quatro-anos-diz-cnc/#respond Fri, 22 Feb 2019 10:38:08 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1013437

Famílias do Sul (+4,2%), Norte (+3,5%) e Sudeste (+3,4%) puxaram a alta de fevereiro.

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Com maior otimismo com sua situação financeira, as famílias brasileiras estão planejando gastar mais em fevereiro. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a intenção de consumo é a maior para o mês de fevereiro em quatro anos – 13,1% superior à registrada no mesmo mês de 2018.

Na comparação com janeiro, também houve alta na intenção de consumo, de 2,7%. No primeiro bimestre, o indicador acumula alta de 8%. Segundo a CNC, a melhora é resultado de um cenário econômico mais favorável do que em 2018.

Regionalmente, as famílias do Sul (+4,2%), Norte (+3,5%) e Sudeste (+3,4%) puxaram a alta de fevereiro. O Centro-Oeste foi a única região onde as famílias registraram taxa negativa (-0,9%) nas decisões de compra.

“O cenário de inflação baixa e de queda gradual do desemprego tem impulsionado o consumo das famílias nos últimos meses. Além disso, a sinalização de que os juros básicos deverão permanecer inalterados no curto prazo contribui para o resgate das condições de consumo a prazo”, explica Fabio Bentes, economista da CNC, que aponta ainda que essa intenção de consumo deve continuar crescendo.

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73% dos industriais pretendem elevar produção em 2019 https://newtrade.com.br/economia/73-dos-industriais-pretendem-elevar-producao-em-2019/ https://newtrade.com.br/economia/73-dos-industriais-pretendem-elevar-producao-em-2019/#respond Tue, 19 Feb 2019 09:08:09 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1013305

A decisão de aumentar a produção ainda no primeiro semestre foi citada por 68,2% dos industriais consultados.

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Os industriais paulistas estão otimistas com o horizonte de negócios em 2019, revela pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com mais de 500 executivos do setor. Conforme o levantamento, 72,9% estão otimistas em relação ao ano e pretendem aumentar a produção. Em 2018, a parcela de empresários otimistas era menor, de 60,9%.

A decisão de aumentar a produção ainda no primeiro semestre foi citada por 68,2% dos industriais consultados. Do total, 67,2% esperam ampliar as vendas no mercado interno e 51,3% acreditam que irão aumentar suas exportações. “Essa percepção positiva está em todos os setores da economia. Agora, cabe a nós, sociedade e governo, arregaçarmos as mangas e tornar realidade esse otimismo”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Em relação à contratação de novos profissionais, 41,2% pretende aumentar o quadro de funcionários na primeira metade do ano, no melhor patamar desde 2011. Por tamanho, 44,8% das pequenas pretendem ampliar o quadro de empregados, ante 31,1% das indústrias médias e 37,9% das grandes.

Os industriais se mostraram otimistas com as perspectivas econômicas do País, a partir de um novo governo. Expressivos 92,4% dos consultados esperam aprovação da reforma da Previdência, com 60,9% já neste ano.

Fé no governo

Ao mesmo tempo, 89,1% acredita que o governo implementará uma reforma tributária, com 71% apostando em aprovação já em 2019 ou 2020. Neste critério, ampla maioria (93,6%) avalia que o governo não aumentará a carga tributária, mesmo diante de sérias dificuldades fiscais do País.

O custo do crédito deverá ser reduzido, conforme avaliação de 87,9%, enquanto outros 75,8% esperam que o governo mantenha o BNDES como importante catalisador do aumento da atividade industrial.

Os industriais ainda esperam aumento dos incentivos para investimentos (62,1%), à inovação e ao desenvolvimento tecnológico (63,0%), além da criação de uma nova política industrial (64,0%).

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Carnaval é feriado em apenas um estado do Brasil; veja como ficam as folgas na data https://newtrade.com.br/economia/carnaval-e-feriado-em-apenas-um-estado-do-brasil-veja-como-ficam-as-folgas-na-data/ https://newtrade.com.br/economia/carnaval-e-feriado-em-apenas-um-estado-do-brasil-veja-como-ficam-as-folgas-na-data/#respond Wed, 13 Feb 2019 10:17:28 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1013117

Ao contrário do que o senso comum e a tradição dizem, a data só é considerada feriado se houver leis municipais ou estaduais que assim estabeleçam

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Uma das épocas mais esperadas do ano pelos brasileiros é o Carnaval. Os quatro – ou até cinco – dias de folga empolgam muita gente. Mas ao contrário do que o senso comum e a tradição dizem, a data só é considerada feriado se houver leis municipais ou estaduais que assim estabeleçam.

Em função disso, é preciso entender melhor como funcionam folgas, compensações e acordos coletivos de trabalho durante o Carnaval.

Nas cidades onde o Carnaval for declarado feriado por lei municipal, por exemplo, e as empresas não puderem dispensar o trabalhador por motivo de exigência da atividade desenvolvida, os empregados que atuarem nestes dias deverão ter folga compensada em outro dia da semana. Caso contrário, deverão receber a remuneração do dia em dobro, explica Guilherme Gut Peixoto, coordenador da área Trabalhista do escritório Claudio Zalaf Advogados Associados.

“Em nível estadual, o Estado do Rio de Janeiro foi o único que declarou a terça-feira de Carnaval como feriado, por meio da Lei Estadual 5.243/08. No âmbito municipal, é preciso verificar em cada cidade se existe lei municipal que tenha instituído o Carnaval como um feriado”, afirma.

Por outro lado, vale lembrar que, nos locais onde o Carnaval não é feriado, o expediente deve ser normal sem qualquer pagamento adicional e não há folga compensatória – como é o caso do estado de São Paulo. “Caso o empregado falte injustificadamente, perderá os dias de serviço, bem como o descanso semanal remunerado, e estará sujeito a penalidades disciplinares”, observa. Na cidade de São Paulo os dias de folga na data são facultativos.

Sem desespero

Peixoto explica que sendo ou não um feriado, pela tradição das festividades, é muito comum que os empregados e empresas tenham interesse em negociar a jornada de trabalho deste período – e a CLT apresenta meios para isto.

O advogado explica que se houver um acordo ou convenção coletiva firmada com o sindicato da categoria estabelecendo o banco de horas, ele poderá ser utilizado para o empregado compensar o período de folga do Carnaval (ou de outros dias) dentro do tempo estabelecido nesta norma coletiva, que não pode ser superior a 1 ano.

A reforma trabalhista também permite a negociação da jornada de trabalho neste período. Ele diz que uma delas é a adoção do banco de horas firmado diretamente por escrito entre empresa e trabalhador. “Nesta modalidade há de se observar um período não superior a 6 meses para a compensação da jornada, conforme dispõe o parágrafo 2º do artigo 59 da CLT”, diz.

O especialista ressalta que é possível também a adoção do acordo individual previsto no parágrafo 6º do artigo 59 da CLT por meio do qual a empresa negocia diretamente com o empregado. A recomendação é acertar por escrito para a compensação no mesmo mês, nos dias subsequentes à folga do Carnaval, por meio do aumento da jornada diária de trabalho (limitada a 2 horas diárias).

“Considerando que a reforma trabalhista atribui prevalência do negociado sobre o legislado e permite a troca de feriado (art. 611-A da CLT), a empresa pode se valer do disposto na negociação coletiva, podendo ser estabelecida alguma outra forma de compensação prevista no acordo ou convenção coletiva”, finaliza.

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Retomada será gradual https://newtrade.com.br/economia/retomada-sera-gradual/ https://newtrade.com.br/economia/retomada-sera-gradual/#respond Mon, 11 Feb 2019 15:18:42 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1013049

Economistas e especialistas apostam em crescimento moderado do consumo, ainda amarrada pelo alto desemprego e queda de compra dos brasileiros

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Por Rúbia Evangelinellis, especial para o Portal Newtrade

Após quatro anos marcados de retração da economia e, consequentemente, do consumo, da renda, do emprego e demais indicadores, as expectativas de economistas é de virar o jogo em 2019. As apostas estão em medidas prometidas pela equipe do governo Bolsonaro, como de reformas trabalhista e da Previdência e ajuste fiscal, bem como o incentivo a investimentos privados na produção, geração de empregos e desburocratização.

Mas enquanto as medidas não tomam corpo e se concretizam em firmes ações de retomada da economia, a observação de especialistas é de que o consumo vai melhorar, mas sem euforia, e que o empresariado crê na chegada de bons ventos.
Amparado por levantamentos realizados por seu departamento de economia, a CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo prevê crescimento da economia de 2,6%em 2019 e alta de 5,5% no volume de vendas do varejo (acima dos 4,8% previstos em para 2018).

Outro indicador da CNC, de Intenção de Consumo das Famílias, subiu para 95,9 pontos em janeiro, correspondendo a um salto para cima de 5,1% com base no apurado em dezembro do ano passado. Trata-se da maior elevação mensal da série iniciada em janeiro de 2010. Já na comparação anual, o aumento foi de 14,7%.

Intenção – Fábio Bentes, economista-chefe da CNC, entende que as expectativas positivas começaram no final de 2018, por conta de uma agenda liberal proposta pela atual governo. “Alguns Indicadores apontam cenário positivo para esse ano, como de inflação baixa, parte provocada de por fraca demanda, queda do dólar e alta da bolsa”.

Pelo lado do empresariado, Bentes observa o otimismo presente no índice de confiança do empresário na medição do estoque do comércio, com apenas 24% dos empresários pesquisados reclamando do alto nível, sendo o menor patamar de queixas desde 2015. Também melhoraram as expectativas de contratação, sendo que três em cada quatro empresários do setor pretendem ampliar o quadro nos próximos meses, o maior índice desde 2012, quando começou a pesquisa. “Isso só se justifica se se a previsão de aceleração de vendas nos próximos meses” explica.

Outro dado aponta que 46% dos empresários pretendem investir nas lojas nos próximos meses, o maior índice desde 2015. “É uma recuperação que vai levar tempo. Mas em 2018, até novembro, o varejo abriu oito mil lojas, pela primeira vez desde 2014 abriu mais do que fechou, considerando o fechamento de mais de 220 mil lojas nos últimos anos”.

Herança de 2018 pesa

Embora as perspectivas sejam positivas, Claudio Czarnobai, líder de pesquisa para o canal tradicional de Vendas da Nielsen, explica que a retomada do consumo esperada em 2018 não se concretizou. “Ainda estamos com retração de consumo nas categoriais nos últimos dois anos”, diz. Até o terceiro trimestre de 2018, o recuo em volume era de 2,5%, considerando o desempenho de 140 categorias (alimentos, bebidas – alcoólicas e não alcoólicas, higiene e beleza, itens de limpeza, cigarros e bazar). A sua previsão é que ocorra sim a queda da taxa negativa, no acumulado de 2018, que ainda estava sendo contabilizada quando a entrevista foi realizada. “Acreditamos que 2019 será um ano mais positivo, de recuperação, mas ainda há uma imprevisibilidade do que pode acontecer neste período. O desemprego ainda é grande e a qualidade do emprego e da renda final, que são fundamentais, precisam melhorar”.

Cenário favorece

Thaís Marzola Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados, acredita que a retomada gradual do consumo deve ser experimentada ao longo de 2019 em um ambiente de economia favorável, com PIB crescendo 2,8% e desemprego atingindo 11,5% (média de período). E ainda inflação em torno de 4% ao ano, expansão mais forte esperada para o crédito, queda das taxas de juros reais, com a Selic mantida em 6,5%, num ambiente de inadimplência recorde de baixa.

Conforme o consumo se expande, acrescenta, a atividade econômica volta a apresentar um melhor desempenho e a colaborar para a expansão da população ocupada, considerada outro importante pilar para a retomada do consumo.

A economista observa que já possível ver uma reação do setor de serviços, que deve ser importante ao longo de 2019, até por seu peso tanto no PIB como na geração de empregos. Ocomércio varejista, avalia, pode se beneficiar por uma inflação de alimentos mais baixa, bem como o setor de combustíveis e lubrificantes. “Segmentos tipicamente mais dependentes de crédito também devem ter um bom desempenho, especialmente num ambiente de câmbio estável. Incluem-se, aí, desde veículos a móveis e eletrodomésticos”.

Renda do trabalhador

Nuno Fouto, professor da FEA – Faculdade de Economia e Administração da USP e coordenador de Pesquisas do Provar, toca num ponto crucial para o incremento do consumo: a necessidade de recuperar consistentemente a renda do trabalhador, que corresponde a 60% da capacidade de consumo das famílias e está atrelada ao aumento de empregos e de investimentos. Ele destaca, porém, que a mudança da política econômica, que tende a tirar um pouco o Estado como o grande investidor e abrir espaço para a inciativa privada, deve levar um tempo maior para atrair investidores, especialmente os externos, que ainda observam a atuação do governo.
“Acredito que concretizadas as mudanças esperadas no Governo pelos investidores, virá o investimento interno e depois externo. E que a partir do segundo semestre poderá já ser sentida a melhora com forte reversão no próximo ano. São condições positivas, mas de lenta retomada, o que é saudável e realista. Ajuda o fato de a inflação estar controlada e o fato de as taxas de juros e a inadimplência se mantiverem em queda”, estima.

Na sua opinião, para as empresas da cadeia de consumo, prevalece oferecer condições de compras favoráveis, na comparação qualidade e preço. “É importante trabalhar toda a cadeia de valor, para oferecer produtos com qualidade adequada com preço alinhado”

Consumo com dois pesos

Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, observa que atualmente é nítido o otimismo geral, porém em diferentes graus. “O consumidor hoje acredita mais no crescimento do Brasil e da sua capacidade de compra, porém mais moderadamente do que os empresários, que hoje apostam firme na retomada, enquanto no ano passado pensavam em o que poderiam cortar”.

Isso significa que o impacto do humor e da economia encontra-se atualmente mais atrelado a oferta do que a demanda, ou seja, com investimentos “mais agressivos” em propaganda, parques fabris e desenvolvimento de novos produtos. “O reflexo no varejo é de comprar mais inovações da indústria, arriscar em estoque, confiando em juros mais baixos, enquanto o consumidor espera um pouco para ver o que deve acontecer”, resume.

Na prática, o brasileiro, frente às gôndolas, ainda fará a escolha aberto a experimentar marcas, comparando preços, mas topando “arriscar” mais do que no ano passado, aumentar o tíquete de compras, mas até um certo tempo, esperando que medidas sejam tomadas para consolidar a retomada. “Mesmo que a economia volte a crescer com grande velocidade, não teremos mais o consumo de ostentação. O consumidor está maduro, compara preços e não vai voltar automaticamente às marcas líderes, que terão de se apresentarem inovadas”, acrescenta.

Crédito, juros baixos e PMEs

Entre as sinalizações positivas do governo Bolsonaro, Paulo Dutra, coordenador do curso de Economia da FAAP – Faculdade Armando Alvares Penteado, considera importante para estimular a melhoria do ambiente dos negócios, especialmente das pequenas e médias empresas, e de investimentos. “A redução de juros possibilita a tomada de empréstimos a longo prazo para a produção. E o Joaquim Levy, à frente do BNDES, moraliza o banco de fomento e abre espaço para as pequenas e médias empresa, que são grandes empregadores, uma vez que as grandes têm acesso a outras fontes de financiamento”, assegura. A abertura de linha de crédito também estimula o crescimento sustentável e a chance de quem está na informalidade oficializar a empresa.
Olhando apenas para o ambiente interno, Dutra acredita que será possível observar crescimento num prazo rápido de tempo, de três meses, desde que a demanda mantenha-se sob controle. “Considero importante também buscar novos parceiros comerciais na pauta de exportação de produtos de maior valor agregado (como automobilístico e de aviação), que são capazes de gerar maior quantidade de empregos no Brasil.”

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