Logística – Newtrade https://newtrade.com.br Mon, 30 Mar 2020 15:10:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.3.2 https://newtrade.com.br/wp-content/uploads/2017/03/favicon-newtrade.png Logística – Newtrade https://newtrade.com.br 32 32 Como a logística pode ajudar às PMEs a sobreviverem à crise do coronavírus https://newtrade.com.br/logistica/como-a-logistica-pode-ajudar-as-pmes-a-sobreviverem-a-crise-do-coronavirus/ https://newtrade.com.br/logistica/como-a-logistica-pode-ajudar-as-pmes-a-sobreviverem-a-crise-do-coronavirus/#respond Mon, 30 Mar 2020 14:49:34 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1024491

Nesse período de tanta complexidade das atividades, Juca Oliveira, CEO da B2Log, traz alguns insights para pequenas e médias empresas preservarem suas entregas e, com calma e trabalho, superarem os desafios trazidos pelo coronavírus. “Sem dúvidas estamos passando por uma situação muito delicada, que envolve todas as pontas do negócio. Mas precisamos buscar saídas para […]

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Durante sua apresentação no Marketplace Conference Live Edition 2020, ele apresentou um dado interessante levantado por Thomas friedman, colunista do jornal The New York Times. Nele o especialista separou em três partes a capacidade que as PMEs teriam de suportar um problema como esse do coronavírus. Segundo ele, 25% das pequenas empresas suportariam o máximo de 13 dias, ou certa de duas semanas sem dinheiro em caixa. Ao centro do desenho, a média geral (ou maior parte) suportaria até 27 dias. Por fim, outra parte bem pequena viveria até pouco mais de dois meses.

Transportadoras

Entre um conselho e outro, Juca lembrou que é o momento de as pequenas e médias empresas focarem (também) em seu sistema logístico. Para ele, não é recomendado que um PME gerencie mais de 4 transportadoras simultaneamente. Ao invés disso, ele sugere buscar ajuda de parceiros, que ajudem inclusive com o preço. “Os Correios vem perdendo espaço com as transportadoras, mas as PMEs não terão tanta chance de fugir do uso da estatal. Se a empresa estiver em São Paulo, por exemplo, vale buscar transportadoras de SP. Ainda assim, não deixe de buscar os correios como um reforço logístico”, aconselhou.

Serviço de coleta

Agora, segundo o especialista, a mobilidade está muito importante (principalmente diante da falta dela). E, quando uma empresa demanda de poucos recursos, com time enxuto, vale deixar o serviço quem tiver bom capacidade de retiradas. “Não são todos que trabalham bem com serviço de coleta, por isso é bom selecionar que tenha esse tipo de serviço”. Segundo ele, pensar em soluções que deem gestão de frete, status da entrega e suporte, por exemplo, é crucial para o momento. Além disso, é essencial que a empresa de coleta possua um serviço de atendimento bom, como um SAC que funcione — a fim de reduzir custos e problemas com clientes.

Integração logística nas PMEs

Nessa questão, ele ressalta a importância de entender se haverá um grande esforço grande de integração de sistemas. Quanto mais simples, com opção de dashboard intuitivo e controle de arquivos de forma simplificada, melhor.

Coronavírus

Com tudo o que está havendo diante da pandemia de coronavírus, é o momento de focar no que é mais importante para o sistema rodar. “A diferença das empresas está em como nós vamos ajudá-las a superar a crise. É hora de não tomar decisões desesperadas, mas também não perder o ‘time’ de tomar as decisões certas”.

Categorias de PMEs em alta

Nessa semana, segundo o especialista em logística, houve algumas categorias sofreram retração em vendas, como foi o caso de moda. Porém, ocorreu um aumento na demanda de itens mais específicos, como:

  • ferramenta;
  • reforma;
  • produtos de higiene feminina.
Dificuldades na operação do PME

Para Juca, o redespacho está entre as principais dificuldades em relação às PMEs. De acordo com ele, “a dificuldade para isso ocorrer de forma suave é a integração sistêmica. É um sistema SaS que não foi bem desenhado para a operação. Tem os recursos mais primitivos e básicos”. A solução que ele utilizou foi criar uma feature para o PME conseguir fazer a gestão de frete — que ainda não tinha por conta do valor alto da ferramenta.

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Cargo X cria fundo de R$ 30 milhões para ajudar a transportar itens de consumo primário https://newtrade.com.br/logistica/cargo-x-cria-fundo-de-r-30-milhoes-para-ajudar-a-transportar-itens-de-consumo-primario/ https://newtrade.com.br/logistica/cargo-x-cria-fundo-de-r-30-milhoes-para-ajudar-a-transportar-itens-de-consumo-primario/#respond Thu, 26 Mar 2020 11:44:53 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1024438

Capital de giro será destinado a pequenos frotistas e transportadores cujas cargas são de consumo primário, como: alimentos, produtos de higiene e limpeza e fármacos;

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A Cargo X está disponibilizando R$ 30 milhões de reais para transportadores e pequenos frotistas cujas cargas são de consumo primário, ou seja, os itens mais necessários à sociedade neste momento: alimentos, produtos de higiene e limpeza, fármacos e afins.

Estes fretes serão pagos para os transportadores e custeados pela Cargo X, que irá pagar 70% do valor no momento em que o caminhão está sendo carregado e os outros 30%, assim que ele concluir e assumindo todo o risco da operação.

“Acreditamos que esse fundo possa ajudar a levar os insumos mais necessários para a população no momento, ao mesmo tempo que irá manter a renda do caminhoneiro, durante esta crise. Faremos o que estiver ao nosso alcance para dar suporte à sociedade e não deixar os mercados e farmácias desabastecidos”, afirma Federico Vega, CEO da Cargo X. As empresas interessadas em se beneficiar de este capital precisam se cadastrar no seguinte link http://cargox.com.br/etc

Outra iniciativa que a empresa adotou e que é de grande ajuda neste período de desaceleração de alguns setores da economia para ajudar as transportadoras é o Projeto Sinergia, que tem como objetivo reduzir o tempo de ociosidade dos caminhões sem carga, aumentar as demandas e a previsibilidade de fretes, pois em média, um caminhoneiro leva cerca de 2 dias para encontrar uma rota que tenha origem no lugar onde ele está, ou próxima, para voltar pra casa. “Se o motorista fica alguns dias sem frete, ele está, literalmente, perdendo dinheiro. Logo, o projeto Sinergia é um modo dele trabalhar com muito mais eficiência”, explica Vega.

 

 

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Correios lançam opção de entrega de encomendas no vizinho https://newtrade.com.br/logistica/correios-lancam-opcao-de-entrega-de-encomendas-no-vizinho/ https://newtrade.com.br/logistica/correios-lancam-opcao-de-entrega-de-encomendas-no-vizinho/#respond Tue, 10 Mar 2020 11:13:49 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1024036 correios

De acordo com a empresa, a medida atende a uma sugestão recorrente dos clientes e facilitará a entrega de objetos, mesmo no caso da ausência do destinatário no endereço principal.

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correios

Os clientes dos Correios têm agora a opção de entrega de encomenda no vizinho. A funcionalidade foi lançada na última semana e permite ao remetente indicar um endereço alternativo, próximo ao do destinatário, para a entrega do pacote, sem custo adicional.

De acordo com a empresa, a medida atende a uma sugestão recorrente dos clientes e facilitará a entrega de objetos, mesmo no caso da ausência do destinatário no endereço principal. A opção está disponível para todo o país e abrange exclusivamente as remessas Sedex e PAC.

O remetente deve declarar na etiqueta de endereçamento que a entrega no vizinho está autorizada, conforme o Guia de Endereçamento de Encomendas. Os Correios informaram que não são aceitas etiquetas de endereçamento diferentes dos modelos disponibilizados.

Vizinho próximo

O endereço indicado pode ser até duas casas à direita ou à esquerda ou à frente do endereço principal. Em prédios, qualquer apartamento pode ser indicado para recebimento.

Informações sobre outras formas de receber encomendas estão disponíveis no site dos Correios.

Uma outra função no sistema de rastreamento também foi implementada recentemente pelos Correios. Agora os clientes também são informados sobre a data prevista para entrega da encomenda.

A funcionalidade está disponível no site dos Correios para encomendas nacionais e remessas postais (econômicas e expressas) e, em breve, estará acessível no aplicativo Correios e abrangerá as postagens internacionais e demais serviços rastreáveis.

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Uber lança patinetes elétricos em São Paulo sem taxa de desbloqueio https://newtrade.com.br/logistica/uber-lanca-patinetes-eletricos-em-sao-paulo-sem-taxa-de-desbloqueio/ https://newtrade.com.br/logistica/uber-lanca-patinetes-eletricos-em-sao-paulo-sem-taxa-de-desbloqueio/#respond Mon, 02 Mar 2020 14:09:42 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1023838

O desbloqueio do patinete elétrico é feito no mesmo aplicativo usado para chamar carros particulares

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Os paulistanos da Faria Lima e região terão uma opção extra para ir ao trabalho. A partir desta segunda-feira (2), a Uber passa a oferecer seus serviços de aluguel de patinetes elétricos na cidade de São Paulo.

Com a novidade, São Paulo torna-se a segunda cidade brasileira escolhida para receber o serviço. Antes da capital paulista, era possível alugar patinetes elétricos da Uber em Santos, no litoral de São Paulo.

Diferentemente da maior parte das companhias que oferece o serviço, como Grow e Scoo, a Uber não cobra nenhuma taxa para desbloquear o veículo. O preço para utilizar o patinete é de R$ 0,90 por minuto de uso. Segundo a nota da Uber, esse preço é promocional, mas não foi informado até quando será praticado.

Em comparação, a Grow, que administra os patinetes da Yellow e da Grin, cobra R$ 2,25 para desbloquear o aparelho e mais R$ 0,75 por minuto de uso. Já a Scoo possui um preço fixo de R$ 4,30 por 15 minutos de uso do aparelho.

De acordo com a companhia, a estréia dos novos meios de transportes na plataforma é mais uma etapa para reunir em um só aplicativo vários meios de transportes diferentes. Atualmente, além do serviço motoristas, a Uber possui um serviço de entrega de comida, a Uber Eats.

“Trazemos os patinetes elétricos da Uber para nossa maior cidade com muito entusiasmo. São Paulo foi a segunda cidade da Uber no Brasil, depois do Rio, e hoje realiza o maior número de viagens no mundo”, afirma Ruddy Wang, diretor de Novas Modalidades da Uber na América Latina.

Segundo o diretor, o lançamento desse novo serviço deixa a Uber mais perto do seu grande objetivo: conseguir substituir, em um futuro próximo, o uso individual do automóvel, com menos congestionamentos e poluição.

Para utilizar o novo serviço, o usuário deve atualizar o aplicativo da Uber em seu smartphone. A atualização vai disponibilizar um novo ícone na tela inicial do app para que o usuário possa desbloquear o aparelho. O aplicativo mostra os patinetes disponíveis nas imediações do usuário.

A área de operação inicial compreende bairros como Vila Olímpia, Moema, Itaim Bibi, Vila Nova Conceição, Jardim Luzitânia. Segundo a companhia, a área de cobertura será expandida conforme a demanda.

Segurança

A companhia aproveitou o lançamento do serviço para disponibilizar ao público uma série de materiais educativos sobre segurança no trânsito.

O conteúdo está disponível no site da empresa, no próprio aplicativo, em cartões fixados nos patinetes e em panfletos que serão distribuídos em eventos para promover a conscientização sobre a segurança de todos os usuários das vias.

Além do material educativo, a Uber também firmou uma parceria com a rede Centauro para oferecer desconto de 40% na compra de diversos modelos de capacetes e equipamentos de segurança. Para ativar o desconto, basta digitar o código “UBER” no campo do código promocional.

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Delivery Center quer montar 200 centros de distribuição em shoppings até 2021 https://newtrade.com.br/logistica/delivery-center-quer-montar-200-centros-de-distribuicao-em-shoppings-ate-2021/ https://newtrade.com.br/logistica/delivery-center-quer-montar-200-centros-de-distribuicao-em-shoppings-ate-2021/#respond Thu, 27 Feb 2020 14:47:33 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1023775

A companhia já está presente em São Paulo (11 unidades), Rio de Janeiro (10) e Porto Alegre (3) e, nos próximos meses, pretende se espalhar por mais cidades.

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A Delivery Center – empresa que atende o comércio online com entrega de produtos a partir de centros de distribuição nos shopping centers – planeja uma forte expansão pela frente. A meta é sair das atuais 24 unidades para um total de 200 até 2021. A companhia já está presente em São Paulo (11 unidades), Rio de Janeiro (10) e Porto Alegre (3) e, nos próximos meses, pretende se espalhar por mais cidades.

Sociedade

Só neste ano, a Delivery Center receberá um aporte de conjunto de R$ 69 milhões de dois de seus sócios – a BRMalls e a Multiplan, líderes do mercado brasileiro de shoppings. O dinheiro será aplicado em tecnologia de integração de estoques, conexões a marketplaces e expansão para novas cidades. O time de sócios inclui ainda a Cyrela Commercial Properties (CCP), o grupo Trigo, e a Bloomin’ Brands, entre outros.

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Tendências 2020: os rumos da inovação no setor de transporte de cargas https://newtrade.com.br/logistica/tendencias-2020-os-rumos-da-inovacao-no-setor-de-transporte-de-cargas/ https://newtrade.com.br/logistica/tendencias-2020-os-rumos-da-inovacao-no-setor-de-transporte-de-cargas/#respond Thu, 06 Feb 2020 11:02:34 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1023320 frete

Em 2020, é impossível pensar em transportes sem a agregação de valor da tecnologia da informação

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frete

Por Federico Vega, mestre em Economia formado pela Southampton University.

Em um mundo digital, no qual qualquer tipo de acesso à informação está na palma das mãos, as empresas precisam estar antenadas em relação às tendências, ferramentas e outros aspectos que possam auxiliar no trabalho de atender às demandas e expectativas de clientes que esperam que suas dores e especificidades sejam entendidas — e atendidas.

As empresas, sejam quais forem seus segmentos, têm como prioridade investir em um fluxo de operações mais ágil, eficiente e com custos reduzidos.

A globalização, as transformações no comportamento do consumidor e, principalmente, a tecnologia mudaram completamente o ritmo do mercado, que está cada vez mais competitivo e exigente.

No caso da logística, a inovação é considerada um fator extremamente estratégico para o sucesso de um negócio do setor.

Em 2020, é impossível pensar em transportes sem a agregação de valor da tecnologia da informação — que se tornou uma área vital para o sucesso de um negócio.

Tecnologia e logística andam juntas, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento de soluções que ajudam a otimizar os processos, tornar os resultados mais satisfatórios e garantir maior qualidade para as empresas que são atendidas pelas companhias do setor.

A mudança tecnológica no mercado de transportes contribuiu para que as rotinas se tornem ainda mais eficientes e as empresas consigam reduzir custos. Por isso, em 2020, as empresas do setor investirão cada vez mais em tecnologia de forma a tornar os processos mais eficazes e também capaz de agregar um grande diferencial para os negócios.

1. Do offline para o online

Se por um lado o setor logístico tem forte tradição offline, haverá uma evolução para que pessoas e empresas estejam “do lado online” no mercado, o que trará mais competidores ao segmento. Começaremos a ver o online evoluir e crescer neste sentido, com cada vez mais serviços, dentro do setor logístico e de transportes, sendo digitalizados para aumentar a velocidade de processos, reduzir custos e gerar eficiência.

O desafio até hoje, com a transformação digital em setores tradicionais, tem sido a velha confiança. Porém, isso vem mudando e teremos mais confiança no online em 2020 por parte do setor logístico e de transportes. Com isso, haverá um aumento de transação de processos de forma 100% digital, como é o caso do canhoto digital e de outros documentos, tradicionalmente de papel, relativos à realização de fretes, que passam a ter existência e validação online.

2. Automação de processos

Na esteira do aumento de confiança no online, o passo seguinte é a automação. Automatizar processos manuais, principalmente na área de logística, será outro grande mote em 2020. Se de um lado a tendência é automatizar, há também a valorização do trabalho intelectual e de relacionamentos mais duradouros. No fim do dia, isso significa dar mais prioridade às relações humanas.

Assim, automatizar processos manuais não significa um perigo para o futuro do emprego no setor de transportes, mas libera os colaboradores para focar na relação com as pessoas. Para isso, as empresas precisarão capacitar seus funcionários para lidarem com as novas tecnologias e também no aprimoramento de soft skills.

3. Customer centric e inteligência artificial

Na economia como um todo, tem se falado do cliente como centro de um negócio. No caso da logística e transporte, não seria diferente. E a tecnologia vem como uma grande aliada na leitura de como esse consumidor se comporta e de que forma ele pode ser melhor atendido.

Dessa forma, a busca por customizar os processos de acordo com as pessoas vem com o objetivo de proporcionar uma experiência melhor com a aplicação de tecnologia sendo cada mais personalizada, por meio de Machine Learning e Inteligência Artificial.

Assim, abre-se espaço para aplicação de devices que respondem por comandos por voz, que deve se solidificar ainda mais em 2020 no Brasil e no mundo.

4. Startups no setor: sim, mas com crescimento saudável

Apesar da popularização de novas empresas no setor com foco em tecnologia, o objetivo em 2020 não será crescer a qualquer custo. Mas crescer com sustentabilidade. Essa é uma tendência de mercado global e que também será refletida no setor de transportes.

Com os recentes acontecimentos envolvendo startups mundialmente conhecidas, haverá menos ímpeto de arriscar só para ser inovador. A base para um crescimento saudável será a boa governança e a boa gestão empresarial – sem esquecer da necessidade de disrupção de que o mercado tanto precisa.

Ainda há muito espaço para inovação no setor, mas é necessário prestar atenção na regulação do Brasil. O país tem muitas oportunidades por conta da normatização, abrindo campo para que outras startups do setor entendam os desafios existentes e mudem o cenário da economia do segmento.

5. Transporte high-tech

E quais são essas oportunidades de inovação? Há inúmeras, com muito espaço para a tecnologia ser usada e facilitar a vida dos caminhoneiros e transportadoras. Ela pode ser usada para simplificar burocracias, capturar dados e os utilizar para fazer implementar mudanças para melhor. Para isso, é necessário inteligência. Com isso, a aplicação de Machine Learning e de Big Data vem para minimizar problemas do setor e aumentar as chances de crescimento das empresas.

Tanto global, quanto nacionalmente, é esperado oferecer um tipo de inteligência que não é muito comum no mercado. Por exemplo, com relação ao dia a dia do caminhoneiro, a tendência é simplificar cada vez mais a sua rotina por meio da tecnologia – como o motorista ter acesso à informação em tempo real e inteligência que o ajude a otimizar sua rota, sua segurança e sua eficácia na direção.

Não se pode deixar de mencionar os caminhões autônomos, que estão no radar de todos que falam de transporte de cargas high-tech. Esse assunto, porém, ainda está longe de ter uma aplicação viável no Brasil. Isso porque o caminhão autônomo precisa de uma rota fixa para poder ter, de fato, autonomia. É, porém, um tema que continuará aparecendo mais e mais.

Por fim, é previsto que haja uma redução na quantidade de fretes negociados por agenciadores e postos de gasolina, tendo ao menos 30% de crescimento em transações de forma online.

6. Computação em nuvem

O processamento de informações, a coleta e entrega de conteúdo são colocadas mais próximas das fontes, repositórios e consumidores dessas informações. Ou seja, a ideia é manter o tráfego e o processamento local para reduzir a latência e permitir maior autonomia no limite.

A computação em nuvem ganha apelo conforme tecnologias como IA se tornam estratégicas para qualquer tipo de negócio, inclusive os do setor logístico – que se utilizarão destas informações para gerar eficiência no segmento.

Acredita-se que, até 2023, mais de 50% dos dados gerados pelas empresas serão criados e processados fora do data center ou na nuvem, ante menos de 10% em 2019.

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Como as entregas do comércio eletrônico podem impactar as cidades https://newtrade.com.br/logistica/como-as-entregas-do-comercio-eletronico-podem-impactar-as-cidades/ https://newtrade.com.br/logistica/como-as-entregas-do-comercio-eletronico-podem-impactar-as-cidades/#respond Wed, 05 Feb 2020 11:42:24 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1023291

Previsão de que os serviços “last mile” cresçam 78% até 2030 nas cem maiores cidades do mundo pode resultar num aumento médio de 11 minutos na duração dos trajetos urbanos, segundo o relatório “O Futuro do Ecossistema da Última Milha”

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A hipótese de que as cidades serão invadidas por um intenso tráfego de entregas orientado pelo comércio eletrônico e aplicativos está cada vez mais perto de se tornar real. Um relatório divulgado no recente Fórum Econômico Mundial (WEF), na Suíça, aponta que em três anos muitas cidades podem entrar em um verdadeiro colapso.

A análise, elaborada pelo Fórum Económico Mundial, pela McKinsey & Company e pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), revela que, para lidar com esse crescimento nas entregas, serão necessários 36% mais veículos nos centros das cidades até 2030.

O material teve a contribuição de empresas como a DHL, Uber, Unilever e Walmart e tenta indicar algumas possibilidades tecnológicas que, se implementadas rapidamente, podem ajudar a reduzir a emissão de gases e a evolução dos congestionamentos.

O estudo analisou a aplicação de 24 tecnologias, como, drones, robôs, sistemas, como o clique e retire para concentrar pedidos, bem como outras alterações funcionais – mudanças nos horários de entrega, intervenções nos semáforos, além de obras estruturais nas principais ruas e avenidas. O material sinaliza que, num cenário de crescimento do comércio eletrônico, o setor terá mesmo de recorrer a toda a tecnologia possível para controlar as emissões e os tempos de trânsito.

De acordo com o relatório “The Future of the Last Mile Ecosystem” (em português, “O futuro do Ecossistema da Última Milha”), as entregas de curta distância, de última milha ou de última perna, como costuma ser chamada no Brasil, aumentarão 78% até 2030. Com isso, as emissões produzidas por essas entregas nas áreas urbanas vão aumentar em mais de 30%, até 2030, nas cem principais cidades do mundo, atingindo emissões de 25 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Junto com esse aumento, também é esperado que os congestionamentos aumentem mais de 21%, tornando o trajeto diário de cada passageiro, pelo menos, 11 minutos mais demorado.

O estudo revela que a última milha não é apenas a parte mais cara da cadeia de suprimentos, mas também um elemento-chave do mercado de comércio eletrônico, já que cada vez mais os clientes esperam entregas no mesmo dia e horários estimados de chegada precisos.

O WEF argumenta que, como as cidades possuem prioridades diferentes, e muitas vezes até competitivas, o melhor caminho a seguir seria criar soluções que, combinadas, melhorem o congestionamento, a poluição e diminuam o custo unitário das entregas.

Nesta análise, publicada pelo WEF, as opções que teriam o maior impacto na redução de emissões de dióxido de carbono incluem o uso de veículos mais ecológicos, o redirecionamento dinâmico – que permite encontrar a melhor maneira de ir de um ponto a outro através de atualizações que reduzem a quilometragem e o tempo de viagem – e entregas por meio de robôs automatizados, drones e armários compartilhados. O relatório aponta alguns exemplos de intervenções e resultados que incluem, por exemplo, veículos elétricos a bateria que podem reduzir as emissões de dióxido de carbono em 16%. A entrega durante a noite ou em horários adjacentes pode reduzir o congestionamento do trânsito em 15%.

Outra conclusão apontada no relatório é o fato de que a procura e a oferta de opções de entrega cada vez mais rápidas crescerem a um ritmo superior ao das outras opções de entrega tradicional. Atualmente, as entregas realizadas no mesmo dia ou instantâneas são as que mais crescem, avançando, em média, 36% e 17%, respetivamente.

“A exigência do consumidor pela conveniência das compras on-line e da entrega rápida leva as empresas a correr para satisfazer essa demanda com opções de entrega cada vez mais sustentáveis“, diz Christoph Wolff, chefe de mobilidade do World Economic Forum.

Wolff cita que as entregas do e-commerce já geram pressão nos padrões de trânsito das cidades, devido a atuação de algumas empresas. O caso do Walmart está entre os exemplos citados – a companhia oferece a opção de entrega no mesmo dia para 75% da população dos Estados Unidos. A Amazon já faz entregas a quase 80% dos seus clientes em 24 horas. Na China, as entregas no mesmo dia e as entregas instantâneas já representam mais de 10% do total de pedidos. A adesão cada vez mais recorrente a essas opções gera uma pressão particularmente forte sobre um trânsito urbano já intenso.

Opções para redução de custo
  • Logística multimodal

Uma opção explorada para conciliar o tráfego urbano e qualidade de vida é a adoção de uma estratégia multimodal com vários distribuidores. As lojas Monoprix, em Paris, por exemplo, combinam transporte ferroviário, entrega por caminhões movidos a gás equipados com dispositivos antirruído com veículos elétricos. Já as lojas Franprix, do grupo Casino, recebem entregas no centro da capital francesa através do rio Sena, especialmente para a entrega de materiais pesados.

  • Geolocalização

Além de deixar o cliente mais satisfeito, o investimento em tecnologias permite maior velocidade na entrega ajuda a empresa a agilizar processos e ganhar mais tempo. O recurso de geolocalização, por exemplo, possibilita a otimização e o aprimoramento de outras ferramentas utilizadas no processo de transporte. O cliente pode acompanhar a trajetória do produto até a sua chegada, a empresa descongestiona as linhas do SAC para esse tipo de informação e passa mais credibilidade com um controle mais preciso do tempo e trajeto de suas entregas.

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7 passos para uma boa gestão de estoque https://newtrade.com.br/logistica/7-passos-para-uma-boa-gestao-de-estoque/ https://newtrade.com.br/logistica/7-passos-para-uma-boa-gestao-de-estoque/#respond Wed, 29 Jan 2020 11:43:08 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1023127

Empresas gastam, em média, 12,37% do seu orçamento bruto com custos logísticos no Brasil. Para reverter esse quadro, organizações estão reconhecendo a necessidade de investir em tecnologia para obter maior vantagem competitiva

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A inovação nos serviços de logística é essencial para manter as vantagens em relação à concorrência e reduzir os custos logísticos, que consomem boa parte do faturamento das companhias brasileiras. Segundo a Fundação Dom Cabral, as empresas gastam, em média, 12,37% do seu orçamento bruto com custos logísticos no Brasil. Para reverter esse quadro, organizações de todos os portes e de todos os setores estão reconhecendo a necessidade de investir em tecnologia para obter maior agilidade na execução da cadeia de abastecimento e maior vantagem competitiva.

Muitas empresas estão optando por fazer parcerias com operadores logísticos terceirizados (3PL – abreviação do inglês Third-party logistic), com os quais conseguem aumentar seus recursos e capacidades para superar os desafios do setor. O outsourcing logístico oferece localizações mais próximas dos clientes e podem ser alocados, retirados ou realocados rapidamente, proporcionando uma melhor adaptação às exigências do mercado. Essa solução fornece o benefício da flexibilidade de aumentar ou diminuir o fluxo de trabalho, de acordo com a volatilidade do ramo de atividade e com as condições econômicas.

Mesmo assim, muitos 3PLs se deparam com aplicativos defasados, falta de capacidade em transações móveis e na identificação automática (por código de barras), gestão de trabalho ineficiente, falta de apoio a fluxos de trabalho para diversos clientes e gestão de inventário/espaço, problemas de faturamento e outros problemas relacionados às capacidades essenciais para conquistar este mercado de alta competitividade.

Assim, Ruben Belluomo, diretor de vendas da Info, empresa de software global, elaborou um roteiro das melhores práticas para aperfeiçoar a sua gestão de estoque e obter vantagens com uma estratégia 3PL:

1 – Desenvolver e comunicar as estratégias comerciais aos gerentes e funcionários

Muitas empresas não estão documentando ou comunicando seus planos de ação às pessoas encarregadas de executá-la. O alinhamento estratégico dos seus recursos operacionais com sua força de trabalho faz com que seja mais fácil executar os processos e atividades que mantêm sua empresa competitiva e produtiva. Uma organização bem alinhada e que possui métricas de desempenho em sinergia com os projetos, tem mais chances de contar com uma equipe de trabalho motivada e que desempenhe suas atividades de forma mais eficiente e produtiva para obter resultados desejados.

Ao investir tempo analisando a funcionalidade, os recursos tecnológicos da plataforma utilizada, os roteiros futuros e a experiência no ramo, oferecidos pelos 3PL, você criará um entendimento básico sobre como a TI pode te auxiliar na relação com a concorrência e a desempenhar operações de nível mundial. Quanto mais experiências um fornecedor tiver na área em que você atua, mais tecnologia terá para se adequar às suas exigências.

2 – Identificar líderes de processos em período integral para gerenciar o projeto

Esta não é uma tarefa a ser executada em meio período. Especialistas no assunto (SMEs), responsáveis pelos processos, gerentes, operadores e outros participantes podem ser contratados para trabalharem em meio período, conforme solicitado pelos gerentes de projeto. O projeto em si, juntamente com a documentação e a comunicação com o comitê diretor durante todo o processo de seleção, é uma tarefa em tempo integral.

3 – Avaliar e documentar os processos de execução da cadeia de abastecimento e fluxos de trabalho

Isto é especialmente essencial para um 3PL que atende diversos clientes, que possuem exigências de pedidos, sistemas, fluxos de trabalho e pedidos de custos/faturamento diferentes. É vital analisar e revisar detalhadamente cada um dos processos de execução da cadeia de abastecimento para identificar as áreas a serem inovadas, bem como determinar as exigências do sistema. O levantamento impreciso de exigências é o principal motivo de erro ou falha nas implantações.

4 – Conduzir uma pesquisa de mercado secundária sobre os sistemas e tecnologias de execução da cadeia de abastecimento

Aproveite que muitos fornecedores têm muitos anos de experiência em um determinado setor e deixe-os explicar o processo de seleção pelo qual passaram, a experiência de implantação (boa, ruim ou péssima), vivência com a operação e manutenção contínuas, adoção de nova funcionalidade, facilidade de integração e suporte a fluxos de trabalho, faturamento e operações com diversos clientes.

É importante conduzir esta pesquisa antes do processo de seleção. Essa ação vai lhe ajudar a consolidar suas exigências e a validar sua lista resumida. Isto também poderá alertá-lo sobre novas considerações que você ainda não tenha documentado.

5 – Mapear suas descobertas (funcionalidade e características) nos processos, métricas e estratégias

Partindo das orientações da etapa três, também é importante corresponder à funcionalidade que está disponível no mercado aos seus processos específicos para identificar rapidamente quaisquer lacunas nas aplicações. Isto também ajuda a revelar e quantificar a forma como a nova tecnologia pode melhorar as operações.

6 – Conduzir uma pesquisa com usuários não referenciados

Além das referências fornecidas pelos candidatos do seu sistema, identifique os usuários dos aplicativos que não são referências. Elabore uma lista abrangente de perguntas para a entrevista e realize quantas entrevistas possíveis com usuários dos aplicativos.

7 – Liberar um questionário RFP para os vendedores qualificados e conduzir um processo de seleção rigoroso

Durante este processo, você poderá identificar áreas a serem aprimoradas dentro das suas operações atuais. Você também poderá descobrir que seus sistemas existentes podem ser atualizados ou expandidos com novas funcionalidades ou nova tecnologia, e que você não precisa necessariamente de um sistema novo. É importante fazer uma revisão e levantamento completo sobre a estratégia, do pessoal, processo e tecnologia para determinar as suas necessidades de solução.

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Empresa de entregas compra rivais e dobra aposta no e-commerce https://newtrade.com.br/logistica/empresa-de-entregas-compra-rivais-e-dobra-aposta-no-e-commerce/ https://newtrade.com.br/logistica/empresa-de-entregas-compra-rivais-e-dobra-aposta-no-e-commerce/#respond Mon, 27 Jan 2020 11:24:45 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1023045

Com 250 caminhões e clientes como Via Varejo e Magazine Luiza, OnTime aposta que irá dobrar de tamanho em 2020

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De olho no crescimento do comércio eletrônico, a OnTime, empresa de logística e transporte, adquiriu duas rivais.A companhia, que atua há dez anos com entregas de cargas, voltada principalmente ao comércio eletrônico, anunciou a compra das transportadoras BGS e SOLIS. A primeira, especializada em logística de pesados e a segunda, em transferência de carga fechada.

Entre os clientes da OnTime, estão gigantes do comércio eletrônico brasileiro como a Via Varejo, Magazine Luiza e suas marcas Netshoes e Zatini, Madeira Madeira, de móveis, e Wine, de vinhos.

Em 2019, a OnTime realizou 3 milhões de entregas e atingiu faturamento de 100 milhões de reais. São 230 colaboradores e uma frota de 15 caminhões próprios. Para ter mais flexibilidade nas entregas, aluga ainda outros 15 caminhões e trabalha com outros 200 veículos operados por terceirizados.

A OnTime Log atua em 5.500 municípios brasileiros com centros de distribuição em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco e Paraíba. Possui também sete operações dentro de centros de distribuição dos clientes. A maior parte do fluxo de entregas acontece no estado de São Paulo, onde 120 caminhões da OnTime circulam diariamente.

Diversificação

A OnTime nasceu para atender o comércio eletrônico e entregar produtos na casa de clientes, divisão que é responsável por 90% de seu faturamento.

Hoje, a empresa busca ampliar o leque de produtos oferecidos, trabalhando também com entregas para empresas, em centros de distribuição e abastecimentos de loja. Os negócios B2B ajudam a companhia a ter receitas maiores e mais recorrentes.
As aquisições devem ajudar nesse objetivo. “Há muito espaço para consolidação no mercado”, diz Carlos Figueiredo, diretor-presidente da OnTime Log.

A companhia, que surgiu há 10 anos, acompanhou o desenvolvimento do comércio eletrônico no país. De um negócio pequeno, o e-commerce se tornou mais relevante para as empresas, mais acelerado nas entregas e mais acirrado, com a entrada de novos concorrentes e o crescimento do marketplace, que trouxe dezenas de milhares de vendedores para o mundo digital.

Nesse período, os prazos para entrega foram sendo encurtados, por exigência do consumidor, diz Figueiredo. A entrega expressa, em até dois dias, é feita principalmente por motos. Em abril de 2019, a empresa passou a atuar também com cargas pesadas, com a abertura de um novo centro de distribuição em Cajamar, SP.

Em julho de 2019, a OnTime Log recebeu um aporte do fundo Fip Ávila, da Vinci Gestão de Patrimônio. Com o aporte, o fundo ampliou sua fatia na empresa de 15% para 91%.

Para o futuro, a OnTime aposta em logística reversa, modalidade relevante principalmente para o comércio eletrônico de moda, em que é preciso devolver peças com mais frequência.

Setor aquecido

O setor de transporte de carga está aquecido. Na semana passada, a Sequoia Logística anunciou que chegou a um faturamento de 1 bilhão de reais, após seis aquisições de rivais. A empresa espera abrir capital na bolsa este ano e atingir receitas de 1,25 bilhão de reais.

O mercado viu, nos últimos anos, o surgimento de diversas startups como Mandaê e CargoX e a asiática LalaMove chegou ao mercado brasileiro. A Uber vai investir 200 milhões de dólares por ano no Uber Freight, serviço para o transporte de cargas no mundo.

Além disso, as próprias varejistas começaram a criar serviços de transporte próprios. É o caso do Mercado Envios, que realiza até a coleta dos produtos nos estoques de certos vendedores, e da B2W, dona da Americanas.com e Submarino.com, que criou a divisão criou a plataforma de logística Let’s, que faz fulfillment e possui ainda o app Voe para conectar entregadores independentes e acelerar as entregas para até duas horas.

Cerca de 60% de toda carga que é transportada no país é levada pelas rodovias. Há 147 mil empresas transportadoras de carga, além de 492 mil autônomos, de acordo com a Confederação Nacional do Transporte.

Com a retomada do crescimento econômico, a logística também volta a aquecer. Houve aumento de 3,8% no fluxo de veículos de transporte nas rodovias de janeiro a outubro de 2019. O maior aumento foi no fluxo de transporte de cargas pesadas, de 4,5%, de acordo com a CNT.

Mesmo com o mercado em transformação, a OnTime aposta que sua eficiência e experiência no setor a mantenham pela próxima década.

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Avanço do comércio online faz de Cajamar a ‘Faria Lima dos galpões’ https://newtrade.com.br/logistica/avanco-do-comercio-online-faz-de-cajamar-a-faria-lima-dos-galpoes/ https://newtrade.com.br/logistica/avanco-do-comercio-online-faz-de-cajamar-a-faria-lima-dos-galpoes/#respond Thu, 16 Jan 2020 11:29:12 +0000 https://newtrade.com.br/?p=1022812

Localização estratégica atrai interesse do e-commerce e derruba taxa de vacância de armazéns no município, que fica a 30 km da capital; preço de aluguéis atingiu maior valor em mais de 3 anos

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A competição acirrada entre varejistas do comércio eletrônico tem aquecido o mercado de galpões logísticos e transformado o município de Cajamar, localizado a menos de 30 quilômetros de São Paulo, em uma espécie de “Faria Lima” dos galpões, em referência à área mais valorizada do País quando se fala em escritórios de alto padrão.

A briga pelo melhor espaço faz diferença na busca por uma entrega mais rápida das encomendas, exigência para crescer nesse setor em franca expansão. O comércio online de produtos cresce em ritmo acelerado no País. Em 2011, movimentava R$ 18,7 bilhões e girou quase o triplo – R$ 53,2 bilhões – em 2018, de acordo com dados da e-Bit-Nielsen.

A projeção da consultoria é de que em 2019 o setor tenha atingido R$ 61,2 bilhões, alta de 15%. Só entre a Black Friday e o Natal de 2019, o varejo digital vendeu R$ 14,1 bilhões, aponta a Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado.

Estudo da plataforma SiiLA Brasil mostra que Cajamar reúne 1,3 milhão de metros quadrados de galpões logísticos de alto padrão. No quarto trimestre de 2019, o preço pedido para locação era de R$ 21,87 por metro quadrado, o maior valor desde o segundo trimestre de 2016 – e montante 13% mais caro do que no mesmo período de 2018.

A maior procura, especialmente por parte de empresas do varejo, reduziu a taxa de galpões vagos. Apenas 7,1% da área disponível está desocupada. Enquanto isso, a vacância média dos 7,2 milhões de metros quadrados de galpões disponíveis no Estado de São Paulo é mais que o dobro, 17,47%, aponta o estudo.

Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA Brasil e responsável pela pesquisa, conta que no início desta década, havia apenas cerca de 200 mil metros quadrados de galpões em Cajamar. Por causa da localização estratégica, perto do Rodoanel e das Rodovias Anhanguera e Bandeirantes, a região atraiu o interesse de empresas internacionais na construção de galpões. “Como elas seguem um padrão construtivo elevado, isso atrai as varejistas que querem rapidez nas entregas”, observa.

Além da localização privilegiada do município, as empresas estão de olho em alguns diferenciais oferecidos por esses galpões. Pé direito alto e eficiência energética, por exemplo, dão mais agilidade para o desembaraço de mercadorias e reduzem custos, diz Nicastro.

Hoje, mais da metade da área dos galpões logísticos de Cajamar é ocupada por empresas do varejo físico e online, 33% e 24%, respectivamente. Do varejo físico, os atacadistas Assaí e Makro e a revenda de materiais de construção Leroy Merlin têm centros de distribuição na região. Do varejo online, a B2W, líder do e-commerce, o Mercado Livre, e a Amazon, com três centros de distribuição, estão instaladas em Cajamar.

O fundo americano de investimento GTIS e a incorporadora Etoile, por exemplo, estão concluindo 153 mil metros quadrados de galpões em Cajamar, que serão destinados à locação. O grupo que possui áreas de galpões no município de Embu das Artes, também na região metropolitana de São Paulo, foi atraído para empreender em Cajamar por causa da localização da cidade, com fácil acesso para o interior e a capital paulista.

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