Drones e inteligência artificial são tendências do setor de logística em 2019

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Por Márcia Rodrigues, especial para o Portal Newtrade

A inovação promete imperar no setor de logística em 2019. Drones, inteligência artificial, veículos autônomos e “uber rodoviário” são algumas das apostas para o setor de distribuição e abastecimento.

Confira as tendências destacadas pelos especialistas Marcus Cordeiro, diretor da consultoria BaStockler, e Afrânio Miglioli, professor de cursos de pós-graduação em logística e operações e coordenador do curso de pós-graduação de processos lean da FAAP em Ribeirão Preto.

Drones

Mesmo sem regulamentação para seu uso no Brasil, a presença de drones para fazer pequenas entregas deve começar a ficar mais frequente este ano.  “Essa tecnologia já vem sendo utilizada nos Estados Unidos para fazer pequenas entregas e existem projetos para começar a operação também no Brasil”, pontua Cordeiro.

Inteligência artificial

A internet das coisas e a utilização de equipamentos, sensores e etiquetas inteligentes, que vão se comunicar com o sistema, deverão imperar no fluxo logístico em 2019. “Com o auxílio de um big data, as empresas poderão fazer a conexão de toda a cadeia em tempo real. Algumas montadoras, inclusive, já estão preparando caminhões e veículos para saírem da fábrica prontos para isso. Entre elas, Iveco, Volvo e Mercedes-Benz”, conta Miglioli.

“Uber rodoviário”

O Uber é uma realidade no dia a dia do brasileiro. “Já encontramos opções de entregas no Uber, como o Eats, por exemplo. Operações desse tipo devem se intensificar cada vez mais este ano para o transporte de diferentes tipos de cargas”, diz Cordeiro.

Veículos autônomos

O uso de veículos autônomos, sem a presença de motoristas, já é uma realidade em outros países. “Nos Estados Unidos esse tipo de operação jvem sendo feito no transporte de minérios, que é menos arriscado e registra o menor índice de acidentes”, comenta Miglioli.

Entrega de produtos em pontos de retirada

Com o crescimento do mercado de e-commerce no Brasil – alta de 12,1% no primeiro semestre de 2018, de acordo com o último levantamento feito pela Ebit/Nielsen –, as empresas começam a procurar cada vez mais alterativas para baratear a entrega de seus produtos. Uma solução que vem surgindo no mercado nacional é o uso de lockers (sistema no qual o consumidor efetua a compra pela internet e retira a encomenda em um armário instalado em um ponto estratégico da cidade).

Miglioli cita como exemplo dessas ações a Via Varejo, que comanda as redes Casas Bahia e Ponto Frio, e a C&A. Ambas já oferecem esses pontos de retirada para suas compras on-line. “O consumidor recebe um código em seu e-mail, vai até o posto de retirada, digita e recebe seu produto”, explica Miglioli.

Entrega no mesmo dia

A operação same day delivery (entrega no mesmo dia) deve começar a ser oferecida para o consumidor com bastante intensidade este ano. “Num primeiro momento, o serviço deve ser disponibilizado nos grandes centros. A ideia é que o cliente que fizer suas compras até as 16 horas receba o seu produto no mesmo dia. O grande desafio será fazer a integração dos fornecedores com as plataformas de venda”, pontua Miglioli.

Logística reversa

O e-commerce também promete alavancar as operações de logística reversa, ou seja, a devolução dos produtos rejeitados pelos clientes aos fabricantes.

Para reduzir os custos operacionais logísticos, as companhias também estão começando a utilizar caminhões de entrega para dar um destino correto aos resíduos da indústria. “Funciona assim: caminhões que antes voltavam vazios das suas entregas, hoje retornam parcialmente cheios de resíduos para serem direcionados à destinação final ambientalmente adequada de resíduos”, afirma Miglioli.

Infraestrutura em rodovias

O transporte rodoviário continua sendo a principal fonte de abastecimento e distribuição do país. “As partes operacional e tradicional ainda estão com gargalos pela falta de investimento público e privado. O novo ministro de infraestrutura [Tarcísio Gomes de Freitas] garantiu que vai retomar os investimentos para o setor, principalmente na parte de legislação e segurança logística. Vamos aguarda para saber o que vem por aí”, afirma Cordeiro.

“Algumas empresas internacionais estão se instalando no Brasil para tentar viabilizar transportes em longa distância de forma mais eficaz. Algo que substituísse o trem, como se fosse uma cápsula, por exemplo”, complementa Miglioli.

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