Como os centros de distribuição estão enfrentando o “novo normal”

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Como fica a operação de um CD (centro de distribuição) em períodos como esse que estamos passando? Para responder à questão — e prestar um verdadeiro serviço de utilidade pública e gestão de pessoas —, Eduardo Balbão Oliveira, co-fundador e COO da Westwing, conta todos os pontos que mudaram na gestão da empresa. Para ter uma ideia da preocupação com os novos tempos, os colaboradores da empresa não utilizam mais transporte público — no lugar, ônibus fretado e Uber fazem o “delivery” dos funcionários entre suas casas e o centro de distribuição.

Colaboradores em home office

De acordo com o executivo, o trabalho home office de parte dos colaboradores se deu antes mesmo das recomendações do governo. “Todos osWestwing

profissionais que não precisam estar diretamente no CD, como dos setores de atendimento e administrativo, permaneceram em casa. E para suprir essa falta de contato pessoal estabelecemos videoconferências frequentes, que mais do que resolveram a questão”. De acordo com ele, foi utilizado uma nova tecnologia com soluções VPN que preservou a produtividade das equipes.

No chão do CD

Ainda assim, a maior parte dos profissionais da Westwing trabalha nos centros de distribuição, onde a atenção precisou ser redobrada. “Eu sei do tamanho da gravidade dessa doença, pois o meu pai está internado com coronavírus. Por isso uma das nossas prioridades é a de buscar passar por essa pandemia se nenhum colaborador infectado. Estabelecemos uma série de mudanças em nossas rotinas para tornar o ambiente de trabalho o melhor possível, tanto no sentido de higiene como de convivência”, destacou.

Além de distribuir diversos produtos para a prevenção do coronavírus, a empresa fez questão de contratar um médico infectologista para explicar como mudar os hábitos e como a doença pode ser adquirida. “Não adianta distribuir os produtos de prevenção, sem explicar o que deveria ser mudado de fato na forma de convivência. Por isso, fizemos muitas coisas para mudar os hábitos de suas rotinas”. Além de ajudar os profissionais com as questões de higiene, o médico, segundo Eduardo, teve um papel fundamental de acalmá-los diante desse cenário.

Pessoas antes de tudo

O mesmo vale para recomendações de ligar ao RH se acordar com febre, dicas de como limpar a casa, lavar as mãos, higienizar os locais de trabalho… “Temos uma limpeza a seco no CD que poderia espalhar o vírus no ar. Por isso, mostramos a questão à equipe de limpeza, que precisaria mudar a rotina passando um pano úmido ou aspirando o local, e não mais varrendo. Em dado momento do dia, o líder para tudo e sugere às pessoas fazerem seu hábito de higiene, como a higienização de luvas, por exemplo”. Como complemento, a Westwing incluiu um serviço exclusivo de apoio psicossocial – a pessoa com problemas pessoais liga para uma central e é atendida por um especialista de uma empresa terceirizada. O objetivo é o de os profissionais desabafarem seus problemas, de forma totalmente confidencial.

Outro ponto de atenção da empresa foi sobre o transporte dos funcionários. Hoje, todos que se utilizavam de transporte público para irem à empresa chegam à Westwing por ônibus fretado ou Uber. “Buscamos todos em suas casas, a fim de protegê-los de qualquer questão relacionada ao coronavírus”. O mesmo, segundo Eduardo, ocorre em relação à alimentação dentro do centro de distribuição. “Como é um espaço compartilhado com outras empresas, a alimentação ocorre nos famosos ‘bandejões’. Para evitar a proximidade entre os profissionais, disponibilizamos um local só para a nossa equipe dentro do próprio CD”.

Valor do RH na pandemia

Nesse período, o setor de RH da Westwing está sendo primordial dentro das estratégias da empresa. “Tudo começa pelas pessoas, e essa deve ser a atenção prioritária de todos os negócios. O RH tem um papel estratégico fundamental na empresa. E não digo somente na ação interna, no centro de distribuição e com os profissionais em home office. Ele está contribuindo de forma muito significativa como um canal de abertura com os funcionários, para explicar questões como seguro saúde, problemas familiares, entre outros”. Outro ponto foi a preocupação às mães colaboradoras com o fechamento das escolas: a fim de mantê-las em suas funções, a empresa adotou auxílio babá/creche para o período da pandemia.

Gestão de fornecedores

Nesse período, um dos problemas encontrados pela empresa foi o fechamento de fornecedores. Para se precaver, desenvolveu um mapeamento dessas empresas antes de seus fechamentos para trazer seus estoques para dentro do CD. “Dependemos de muitos deles para rodarmos os nossos serviços, por isso nos precavemos”, pontuou. Entre esse produtos, embalagens foram uma das categorias trazidas para dentro do centro de distribuição da Westwing.

Futuro dos centros de distribuição

O assunto do futuro dos centros de distribuição, principalmente com a questão do Covid-19, foi muito discutido no time de liderança da Westwing. E um dos pontos que a empresa entendeu é que haverá uma reabertura do setor, mas não significa que tudo voltará ao normal. “Essa rotina de prevenção, de operar consciente, vai ter de se estender até a criação de uma vacina. Faremos, sim, um planejamento de retorno, mas não temos pressa com isso”, ponderou.

Uma das inspirações que Eduardo acredita haver no futuro será no relacionamento já presente no Japão, por exemplo. “Haverá uma frieza maior no contato físico, por exemplo, promovendo bons hábitos na rotina da vida das pessoas. Mas essa mudança de comportamento será recebida como um grande ganho a todos”, finalizou.

Fonte e-commerce brasil
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