Pagamento por aproximação cresce quatro vezes, impulsionado pela pandemia

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Os pagamentos por aproximação (chamados de contactless) aumentaram quatro vezes no Brasil em março. Esse avanço tem a ver com o maior número de cartões com a tecnologia NFC (near field communication) em circulação no país – que hoje é de algo em torno de 10 milhões de um universo de 350 milhões de plásticos -, mas não apenas. O isolamento social também acelerou o anseio por pagamentos sem contato com a maquininha.

Pesquisa feita pela Mastercard com 17.000 pessoas em 19 países mostra que sete em cada 10 latino-americanos estão preocupados com os impactos do uso do dinheiro para a sua saúde e por isso a maioria diminuiu o uso do papel moeda durante a pandemia do novo coronavírus. O Brasil não é exceção. Cerca de 77% dos brasileiros têm usado dinheiro com menos frequência ou abandonaram o uso do papel moeda desde que a crise de saúde começou.

“Um dos dados que mais me chamou atenção foi que 75% dos brasileiros disseram que pretendem continuar usando o pagamento por aproximação mesmo depois da pandemia”, afirma João Pedro Paro, presidente da Mastercard, em conversa com jornalistas na manhã desta quarta-feira. Cerca de 69% dos brasileiros afirmaram que a pandemia os incentivou a usar pagamentos por aproximação e 88% dizem que esse método é mais conveniente.

Esses dados dão subsídios para que bandeiras, adquirentes e emissores aumentem o valor que pode ser transacionado por aproximação sem a necessidade de o consumidor digitar sua senha. Hoje, o limite é 50 reais, mas a média de gastos por compra no cartão de crédito é de 120 reais e no débito, de 60 reais. “Já há um consenso de que esse aumento é viável, mas ainda não está certo para qual valor”, afirma Paro.

O sonho, segundo o executivo, é replicar o exemplo dos países desenvolvidos, onde o pagamento por aproximação chega a 90% das transações. “O Chile e a Costa Rica chegaram à metade das transações em um ano, acho que é viável que cheguemos também. O consumidor é que vai nos empurrar nessa direção”, acrescenta.

Fonte Exame.com
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