Categorias práticas e indulgentes crescem, porém, consumo ainda apresenta recuo

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O cenário econômico se mostra mais favorável com queda dos índices de desemprego e resultados positivos do varejo. Porém, o consumo ainda apresenta recuo. Os últimos três meses terminados em julho apresentaram recuperação na frequência de compra comparado ao trimestre anterior, período que registrou a maior queda na série histórica desde 2016.

O levantamento Consumer Thermometer da Kantar, multinacional de painéis de consumo, aponta 2% de aumento na frequência de compra das categorias de consumo massivo (FMCG) dentro do lar entre maio e julho deste ano.

Apesar da redução do volume de unidades continuar sendo realidade em todas as classes sociais do País, no longo prazo, os grupos DE apresentam uma pequena melhora em relação ao meses iniciais de 2019.
Além disso, o último trimestre registrou também índices positivos em algumas regiões.

A Grande São Paulo (+1,1%), interior de São Paulo (+1,2%) e Leste e interior do Rio de Janeiro (+1,1%) contabilizaram crescimento em relação ao período anterior. Em contrapartida, as regiões Centro-Oeste e Grande Rio de Janeiro não mostraram sinais de retomada e viram os índices de volume de compra caírem ainda mais.

“O consumo no Brasil ainda se encontra em recuo. Neste cenário de retração e incertezas, o shopper está sempre tentando equilibrar o orçamento e faz escolhas conscientes que lhe permitam incluir categorias de conveniência, praticidade e indulgência no carrinho de compras”, analisa Giovanna Fischer, Diretora de Marketing e Insights da Kantar.

Nesta análise, a cesta de perecíveis é a única a apresentar performance positiva nos últimos 7 meses versus o mesmo período do ano anterior. As categorias de sorvete e leite fermentado se destacam, estando entre as que mais ganharam novos lares nos últimos períodos, entregando conveniência, praticidade e indulgência.

Considerando os canais que o consumidor brasileiro elege na hora das compras, o atacarejo não para de crescer e continua avançando mais 3,8 ponto de penetração no ano móvel. As vendas em autosserviço também acumularam alta de 2,0% nos últimos 7 meses.

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