Faturamento do atacado distribuidor cresce 4,29% no acumulado de 2020

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De acordo com pesquisa realizada pela ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores) com um grupo representativo de empresas do setor, em parceria com a FIA (Fundação Instituto de Administração), em dezembro de 2020 o faturamento do setor atacadista distribuidor apresentou alta nominal de +3,64% em relação a dezembro de 2019. Na comparação com novembro de 2020, o avanço foi de +2,16%. O estudo também aponta crescimento de janeiro a dezembro de 2020 de +4,29% em relação ao mesmo período de 2019, impulsionado pela maior presença do consumidor no varejo de vizinhança. O dado acumulado no ano de 2020 é preliminar e deve ser corroborado pelo Ranking Anual do setor, que será divulgado em maio.

“O resultado acumulado deste levantamento traz um ótimo número. Apenas vale lembrar que a pesquisa do banco de dados é preliminar, realizada com um grupo de empresas do setor que fornecem mensalmente seus dados para estudo. Já a pesquisa do Ranking, que sai em maio e traz informações de mais de 600 empresas, é bem mais abrangente e capaz de fornecer dados mais acurados, representativos do conjunto da atividade atacadista e distribuidora no país”, pondera o presidente da ABAD, Leonardo Miguel Severini.

“Contudo, os números do Banco de Dados são parâmetros importantes e realmente animadores quanto ao desempenho do setor neste ano tão desafiador”, prossegue o presidente. Segundo ele, com os dados já obtidos é possível avaliar que o impacto negativo da pandemia foi superado pelo bom desempenho do varejo de vizinhança. “O comércio de bairro, principal cliente do nosso setor, tem sido essencial durante a pandemia para garantir o acesso das famílias aos produtos de primeira necessidade, principalmente pela segurança e conveniência proporcionadas pela proximidade”, avalia.

Leonaro Miguel Severini, presidente da ABAD

“E o atacado distribuidor não parou de abastecer esse varejo um dia sequer, sendo uma das atividades econômicas mais presentes e atuantes, mesmo nos momentos mais críticos. Assim, o aumento do consumo no lar, devido ao confinamento das pessoas e à renda disponibilizada pelo auxílio emergencial do governo, refletiu-se na evolução do pequeno varejo e permitiu que também experimentássemos crescimento significativo, embora os números oficiais estejam ainda sendo levantados”, conclui Severini.

Em termos deflacionados, os dados de dezembro mostram crescimento de +2,16% na comparação com novembro e de +0,50% frente a dezembro de 2019. No acumulado do ano, o avanço aferido foi de +1,14%.

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