O Magazine Luiza acaba de apresentar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) seu resultado fiscal referente ao terceiro trimestre de 2015.
Mesmo em meio a um cenário econômico desafiador, com projeções de queda de cerca de 3% no Produto Interno Bruto (PIB) do país ao final deste ano, a Companhia mostra uma série de números positivos.
Um dos mais expressivos é o avanço da participação das vendas digitais em relação ao total do faturamento no período. As vendas eletrônicas do Magazine Luiza cresceram 9,2% no terceiro trimestre de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 531,2 milhões. Atualmente, representam 22% do faturamento total da varejista – resultado da estratégia de digitalização, que tem como objetivo transformar o Magazine Luiza “numa empresa digital, com pontos físicos e calor humano”.
O crescimento dos canais digitais, somado ao aumento do número de pontos de venda físicos (de 736 no 3o. trimestre de 2014 para 780 no mesmo período de 2015), levou à expansão da participação da empresa no mercado brasileiro de varejo de eletroeletrônicos e móveis. Com base na pesquisa mensal do comércio publicada pelo IBGE (PMC) e na análise de desempenho do setor de móveis e eletrodomésticos, a Companhia continuou a ganhar participação de mercado com desempenho superior ao do mercado.
O comportamento dos estoques e da dívida líquida foi outro ponto de destaque. Em linha com o plano de evolução traçado pela diretoria executiva no início deste ano, o nível dos estoques caiu 18% nos primeiros nove meses de 2015. A dívida líquida se manteve estável nominalmente em relação ao segundo trimestre, equivalente a uma relação de 2,5 vezes o Ebtida dos últimos 12 meses. O Magazine Luiza apresentou evolução em sua geração de caixa operacional, com um resultado de R$ 93,5 milhões no trimestre.
O momento econômico adverso e a confiança do consumidor nos mais baixos níveis históricos, somados a uma alta base de comparação de 2014, refletiram nos indicadores de vendas para o período. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, registrou-se uma redução de 13,2% no faturamento, que atingiu R$ 2,43 bilhões. O prejuízo líquido, causado pela queda de vendas nas lojas físicas e pelo decorrente aumento da dificuldade de diluição das despesas operacionais, foi de R$ 19,1 milhões.
As vendas brutas, quando considerado o critério das mesmas lojas físicas (leva em conta apenas os pontos em operação há pelo menos um ano), caíram 21,2%. Com a abertura de novas unidades e o bom desempenho do comércio eletrônico, a queda do faturamento no 3o. trimestre de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado, foi reduzida para 13,3%.
Para adaptar-se aos desafios atuais da economia brasileira sem comprometer sua visão estratégica, o Magazine Luiza iniciou recentemente um processo de identificação de oportunidades para a redução de custos. O foco do trabalho são escritórios, centros de distribuição e melhoria dos processos. O core business tem sido preservado, demonstrando o equilíbrio das visões de curto e longo prazos. Nos primeiros nove meses deste ano, 24 pontos físicos foram inaugurados e 817 vagas geradas para apoiar essas operações.
ESTRATÉGIA DIGITAL
O ano de 2015 vem sendo marcado pelo processo de digitalização, cujo objetivo é transformar o Magazine Luiza numa empresa digital, com pontos físicos e calor humano, seguindo as mudanças de comportamento de compra do consumidor e a tendência global do varejo.
No final de outubro, a empresa lançou um aplicativo de vendas móveis, com inovações como a personalização das ofertas conforme o histórico de navegação do consumidor e a compra com apenas um toque. Nas duas semanas pós lançamento, o novo app atingiu mais de 1 milhão de downloads.
Até o final do ano, 180 lojas físicas da rede vão operar no modelo digital de atendimento, com wi-fi disponível e vendedores equipados com smartphones que auxiliam a demonstração e comparação de produtos e tornam mais ágil o atendimento no ponto de venda, aumentando a produtividade total e melhorando a experiência de compra.
Graças às constantes inovações voltadas à melhoria do atendimento ao cliente, a operação de e-commerce da Companhia recebeu recentemente o selo RA1000, conferido pelo site de defesa do consumidor Reclame Aqui a empresas com excelentes indicadores nessa área.