A XProcess lançou no ano passado a primeira nota fiscal eletrônica dos consumidores baiano e sergipano. Foi pioneira na inserção do sistema nesses Estados. E isso só foi possível porque a empresa foi uma das incubadas que passaram pelo no Sergipe Tec, parque tecnológico que reúne 22 empresas, três incubadoras de empresas e seis instituições de pesquisa.
De acordo o diretor-presidente do Sergipe Tec, Marcos Wandir Nery Lobão, a missão da instituição é promover a sinergia entre academia e empresas com foco no desenvolvimento do Estado, em todas as áreas da tecnologia. Isso envolve empreendedorismo, inovação, competitividade, geração de conhecimento, trabalho e renda. “A ideia é criar redes de relacionamentos, inclusive no entorno do parque para promover a inclusão digital”, diz.
O parque que até agora era abrigado pela Federação das Indústrias do Estado numa área de 3 mil metros quadrados está prestes a se mudar para sede própria, ao lado da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristovão, num uma área de 120 mil metros quadrados. A implantação segue o mais moderno modelo de posicionamento de parques tecnológicos no mundo. “Haverá muito mais integração entre o ambiente acadêmico, o mercado e o Estado”, afirma Lobão.
Foram obtidos para obras de infraestrutura, construção do prédio e de um Centro Vocacional Tecnológico o montante de R$ 37 milhões provenientes do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e contrapartida estadual para a construção de projetos como biofábricas e laboratórios diversos.
A primeira Biofábrica de Mudas de Sergipe (BiomudaSE) já foi inaugurada ao lado da futura sede. Trata-se de uma unidade indutora do desenvolvimento do agronegócio cujo objetivo é promover pesquisas para a introdução de novas variedades de abacaxi e banana resistentes a pragas e doenças, com alta produtividade e de boa aceitação no mercado.
Inicialmente serão produzidas 500 mil mudas. A previsão é de que a produção alcance a marca de dois milhões de mudas/ano. Com os investimentos, a unidade poderá atender à demanda local e dos estados vizinhos. “O que estamos fazendo aqui é colocar a ciência, a tecnologia e a inovação a favor da melhoria da produtividade e da qualidade do negócio agrícola no Estado de Sergipe, transformando-o em referência também em biotecnologia”, diz Lobão.
Lá serão produzidas mudas para diversas culturas uma vez que a Embrapa Tabuleiros Costeiros, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) participam do projeto como co-executores das atividades técnico-científicas.