Embora o tema não seja mais considerado tabu no mundo corporativo, mesmo assim, quando o assunto é sucessão em grupos familiares, isto não significa que mesmo que as empresas estejam tratando o problema, o assunto tenha avançado de maneira efetiva na resolução desse problema.
Conflitos familiares podem acabar com empresas, o que torna a sucessão um assunto delicado, pois, para o caso desse perfil de empresa, o processo sempre traz à tona emoções e ressentimentos. “A pesquisa que realizamos no Brasil demonstrou que o desaparecimento de 70% das empresas familiares teve como causa principal conflitos familiares não resolvidos. Esse mesmo índice, no mundo, é de 65%. Se você voltar os olhos para a história de empresas como Matarazzo e Metal Leve, reconhecerá que elas não acabaram por causa de problemas de gestão, mas sim, por causa de disputas entre herdeiros e irmãos, que prejudicaram fatalmente o negócio”, analisa Renato Bernhoeft, fundador e presidente do Conselho da Bernhoeft& Teixeira, companhia especializada em processos sucessórios.
O executivo acrescentou que a família é uma sociedade idealizada e, quando se coloca patrimônio dentro da estrutura, a situação se complica, pois as pessoas não são instruídas para serem sócias.
Por Daniela Guiraldeli