A Heinz está enfrentando um processo inusitado. Ao devolver uma fábrica, um forte odor ficou para trás que, segundo os donos do local, inibe novas locações.
A companhia, comprada pelo fundo 3G, dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, deixou o local em novembro de 2014. Porém, deixou para trás algumas estruturas metálicas e um tanque subterrâneo, além de um “odor ofensivo”, segundo o processo.
Lá, era produzido o molho Worcestershire, ou molho inglês. Ele é feito, desde 1835, pela inglesa Lea & Perrins, que foi comprada pela Heinz em 2005. Envelhecido em barris de madeira por 18 meses, o molho contém mais de dez ingredientes, como vinagre, extrato de tamarindo e anchovas.
Reparos
De acordo com o site Exame.com, a Heinz procurou a ServPro, que orçou o custo de limpeza em 122 mil dólares, além de US$ 40.000 adicionais para o uso de purificadores de ar e outros equipamentos. No entanto, a ServPro não garantiu que o cheiro seria total ou permanentemente removido.
Já na avaliação da FIP, o custo seria bem maior. Ela contratou a G. Williams Group, que identificou “inúmeros danos nas estruturas internas e externas, assim como danos aos sistemas mecânicos, elétricos e encanamentos do prédio”.
Para reparar as avarias, o relatório apontou que o custo supera US$ 1 milhão. A dona das instalações pediu reparação à Heinz, o que, segundo o processo, ainda não ocorreu.