Elon Musk, diretor executivo da Tesla, aceitou um novo acordo segundo o qual ele só levará dinheiro para casa se a empresa transformar suas perdas em ganhos e elevar sua valorização de mercado para US$ 650 bilhões, algo da ordem de gigantes como Google e Microsoft — ambas bem maiores do que a fabricante de carros elétricos.
Hoje, a fabricante americana de automóveis vale cerca de US$ 50 bilhões e registrou perdas de US$ 619 milhões no trimestre encerrado em 30 de setembro.
O conjunto de metas para dez anos anunciado nesta terça-feira tem também alguns marcos operacionais a serem alcançados para liberar o pagamento a Musk e é similar ao adotado pela companhia em 2012. Na ocasião, os objetivos de cinco anos eram relacionados à produção de veículos e ao valor de mercado da Tesla.
Fortuna de US$ 21,5 bi
O plano — que precisa de aprovação dos acionistas em março — garante que Musk permanecerá no comando da Tesla em sua próxima fase de rápido crescimento apesar dos muitos outros compromissos e interesses do executivo. Ele também é diretor executivo de uma empresa de exploração espacial e embarcou em várias outras iniciativas, como a OpenAI, de pesquisa de inteligência artificial, e a Neuralink, de neurotecnologia.
Musk, que já é o maior acionista da Tesla, tem patrimônio líquido estimado em US$ 21,5 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index. O novo plano de pagamento adicionaria mais US$ 55,8 bilhões a este montante. A empresa disse que este montante é hipotético, dada a probabilidade de prêmios adicionais de ações (geralmente dados aos funcionários), além da possibilidade de fusões ou de obter mais capital.