redes sociais

siga-nos

newtrade newtrade newtrade newtrade
 


Publicado em 2010-12-22 11:41:30

Aumento de consumo acirra concorrência no mercado de pescados

Com metas de crescimento audaciosas, novos players ingressaram no País com o objetivo de conquistar o consumidor, cada vez mais estimulado a compra de pescados

Ana Beatriz Chacur

comentarios
Destaque   (Dreamstime)

Pescados é um setor que promete forte crescimento. Dados do Ministério da Pesca e Aquicultura indicam que a oferta nacional passou de 1,5 milhão de toneladas em 2008 para 1,7 milhão em 2009, um crescimento de 8%. Já a expectativa até 2011 é que a produção nacional de pescado atinja números bem superiores em toneladas. Não é à toa que muitas empresas já começaram a investir neste novo cenário.

Hoje, segundo dados da Nielsen, mais de 81% deste mercado é dominado pelas marcas Coqueiro, da americana PepsiCo, Gomes da Costa, controlada pelo grupo espanhol Calvo, que também possui a marca 88 – ambas em expansão – e com uma fatia menor  pertence a Femepe, que juntas completam o trio das atuais líderes do segmento.

Este cenário atraiu outras duas grandes empresas, que chegaram este ano ao País com o desafio de tornar seus produtos conhecidos entre os consumidores e atingir uma porcentagem significativa deste mercado. Uma é a grupo espanhol Jealsa-Rianxeira, que atuará no Brasil por meio da Crusoe Foods, dona da marca Robinson Crusoe. A outra é a Ampex, que já nasceu em berço de ouro: pertence a José Eduardo Simão, ex-sócio da Gomes da Costa e, já desfruta de um acordo de distribuição com o bilionário Grupo JBS.

Crescimento planejado
Distribuir para todo o Brasil e alcançar em dois anos 5% de market share nas categorias de pescados em conserva, que hoje representa aproximadamente 70 mil toneladas de sardinha e 16 mil toneladas de atum. Este é o objetivo do grupo espanhol Jealsa-Rianxeira, que há mais de 50 anos produz e comercializa pescados e mariscos e chega agora ao Brasil com o nome Crusoe Foods. Para isso o projeto incluiu investimentos de 50 milhões de reais, explica o diretor-geral da empresa no Brasil, Sidnei Rosa.

Dos aportes previstos, cerca de 1 milhão de euros foram direcionados à aquisição de maquinários para a primeira fábrica da empresa no País, localizada em Rio Grande (RS). A expectativa é que a unidade alcance uma capacidade de produção de 10 mil toneladas por ano. Distribuição, marketing (focado nos pontos de venda) e o projeto de uma nova fábrica de 20 milhões de Euros, embrionário, deverão absorver a diferença.

A Jealsa também entrou no Brasil com os produtos Fresh Gourmet, da empresa americana Sugar Foods, que detém 90% do mercado dentro da linha de ingredientes para salada. “É uma parceria que firmamos com a empresa. Nos países que a Jealsa estiver, fará a comercialização e distribuição da Sugar Foods e consequentemente, a empresa será responsável também por distribuir os produtos da Jealsa dentro do território americano”, explica Sidnei.

Inicialmente, a companhia quer alcançar ao menos 2 mil pontos de vendas. Os produtos da marca Fresh Gourmet, que serão todos importados nesta primeira fase, devem demorar um pouco mais para chegar. A projeção é que comecem a ser vendidos em outubro. Para facilitar o alcance do varejo, a empresa instalou centros de distribuição em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre – todos com operadores logísticos. Após se firmar no Brasil, a empresa quer começar a exportar a produção local para outros países do Mercosul em até um ano.


Novo fornecedor, não tão novo assim
Outra empresa que chegou este ano para “brigar” neste mercado é a Ampex Food Holdings, que pertence ao empresário José Eduardo Simão, ex-sócio da Gomes da Costa, cujo controle foi vendido em 2004 ao grupo espanhol Calvo. A nova concorrente já mostra sua força, pois desfruta de um acordo de distribuição com o bilionário grupo JBS e têm planos mais audaciosos: calcula que deterá 10% do mercado nacional de pescados enlatados.

Livre da cláusula contratual que o impedia de atuar no mercado de pescados, o empresário passou em janeiro deste ano a comercializar a marca Beira-Mar, com a qual pretende faturar 100 milhões de reais já em 2010. "Vamos ocupar o espaço que está sobrando, porque só o crescimento vegetativo no mercado de sardinhas é de 35 milhões de latas por ano", declarou Simão. Hoje a empresa importa os pescados da Tailândia e Simão já planeja construir uma fábrica para enlatar os pescados no Ceará, entre 2011 e 2012.


Corrida das gigantes
Gomes da Costa, Coqueiro e Femepe, que hoje detém grande parte deste mercado também estão investindo em novas fábricas, aumento de produção, além de novos produtos e mercados. A Gomes da Costa ampliou ofertas de produtos para os públicos C e D buscando assim, liderança neste segmento, através de novos produtos com foco na marca “88”.
“Nossa linha 88 traz aos atacadistas, distribuidores e varejistas um produto de qualidade Gomes da Costa a um preço mais acessível, atendendo um mercado em franco crescimento. Vamos focar a ampliação da distribuição da linha para atender todo o Brasil”, afirma Luis Manglano, gerente de Marketing da Gomes da Costa.

A marca Pescador, da catarinense Femepe, outro player do setor com cerca de 14% da produção nacional de pescados enlatados prevê crescimento de 20% em 2010. A afirmação é do gerente nacional de vendas, Jorge Luís. De acordo com o gerente, a Femepe deve importar menos nos próximos meses. "A pesca nacional vai conseguir nós atender em 80%, vamos completar a matéria-prima com atum equatoriano e sardinha marroquina".

Já a Pepsico, dona da marca Coqueiro, que produziu 30 mil toneladas no ano passado prevê que o mercado deve crescer 5% neste ano, "nos últimos anos observamos recomposição da biomassa na costa brasileira e o que temos presenciado é excedente de sardinhas", confirma a Diretora da Unidade de Negócios e Pescados da Pepsico, Beatriz Vassimon.

Para atender a demanda, a Pepsico investiu no aumento da capacidade e da modernização. "O foco foi aumentar a absorção de matéria-prima fresca, a nossa sardinha nacional no processo de industrialização, evitando que tenhamos que buscar no mercado internacional a matéria-prima na época do defeso", ressaltou a diretora da Pepsico.


Seu nome:
Seu e-mail:
Destinatários da notícia
e-mail 1:
e-mail 2:
noticia:
 

publicidade

Cadastre-se e fique informado




@ 2012 EBC - Editora Brasileira do Comércio. Todos os direitos reservados.